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Fabbo Futuros https://fabbofuturos.com.br/ Foresight Estratégico Mon, 31 Mar 2025 22:05:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://fabbofuturos.com.br/wp-content/uploads/2021/07/icone-fabbo.png Fabbo Futuros https://fabbofuturos.com.br/ 32 32 Turismo: tendências que estão redesenhando as experiências de viagem https://fabbofuturos.com.br/turismo-tendencias-que-estao-redesenhando-as-experiencias-de-viagem/ https://fabbofuturos.com.br/turismo-tendencias-que-estao-redesenhando-as-experiencias-de-viagem/#respond Mon, 31 Mar 2025 22:05:20 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=953 Fabrícia Botelho Você já imaginou viajar para aprender uma nova habilidade? Ou transformar um prato típico local no verdadeiro motivo da sua jornada? E que tal explorar destinos guiado por uma série de streaming que você acabou de maratonar? Esses não são apenas devaneios de viajantes criativos — são reflexos de um novo cenário em […]

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Fabrícia Botelho

Você já imaginou viajar para aprender uma nova habilidade? Ou transformar um prato típico local no verdadeiro motivo da sua jornada? E que tal explorar destinos guiado por uma série de streaming que você acabou de maratonar?

Esses não são apenas devaneios de viajantes criativos — são reflexos de um novo cenário em transformação no setor de turismo. Personalização extrema, propósito, aprendizado e conexões emocionais estão redesenhando a forma como escolhemos, vivemos e lembramos nossas viagens.

Neste artigo, analisei uma dezena de relatórios e sintetizei as principais macrotendências que estão moldando o futuro das experiências turísticas. Prepare-se para descobrir um turismo mais consciente, sensorial, flexível e profundamente humano — com exemplos reais e caminhos práticos para inovar nesse universo em constante movimento.

ME MODE

O mundo em modo personalizado

Em 2025, viajar não será mais apenas sobre para onde se vai, mas como a jornada se adapta a quem você é.

“Me Mode” representa a fusão entre tecnologia, personalização, comportamento digital e cultura on-demand. A viagem deixa de ser um pacote padrão e passa a ser uma extensão da identidade do viajante, moldada por IA, inspirada por criadores, ajustada em tempo real, e conectada do planejamento ao pós-viagem.

Elementos que compõem o Me Mode

 

✈ Voos Personalizados

As companhias aéreas estão elevando a experiência com conectividade e inteligência:

  • Wi-Fi gratuito
  • Entretenimento sob demanda baseado em dados de perfil
  • Reconhecimento emocional para ajustar experiências a bordo Exemplo: Delta Airlines com Wi-Fi gratuito e conteúdo adaptado.

🤖 Roteiros Inteligentes com IA

A inteligência artificial atua como concierge pessoal:

  • Criação de itinerários dinâmicos
  • Otimização de recursos e tempo
  • Sugestões em tempo real baseadas em preferências Exemplo: Ask Kayak e Romie (Expedia) com planejamento assistido por IA.

🛒 One-Click Trips (Social Commerce)

A inspiração digital vira conversão direta:

  • Pacotes prontos inspirados em influenciadores
  • Compra com um clique a partir de conteúdo social Exemplo: Travel Shops da Expedia, com roteiros de @Nom_Life e @OutdoorsyGals.

📱 Apps e IA nas Mãos do Viajante

A jornada é cada vez mais mobile:

  • 83% dos Millennials e Gen Z usam IA no planejamento
  • 80% usam apps e redes sociais para decidir onde ir Exemplo: Aplicativos com itinerários, tradução, sugestões, check-in via biometria.

🌍 TikTok como motor de descoberta

O Google foi superado como primeira fonte de inspiração:

  • Dicas locais, experiências reais e espontâneas
  • Criadores de conteúdo ditando a nova rota do turismo Exemplo: Jovens descobrem destinos por TikTok mais do que por buscadores tradicionais.

O viajante virou o roteirista

O “Me Mode” exige que toda a indústria se adapte a um comportamento radicalmente centrado no indivíduo. Não é mais suficiente entregar um bom serviço — é preciso refletir o estilo de vida do viajante, antecipar seus desejos e permitir que ele personalize a experiência a qualquer momento.

A customização não é um luxo. É o novo padrão.

💡 Oportunidades para cada setor

🧳 Agências de Viagem

  • Desenvolver assistentes digitais com roteiros personalizados via IA.
  • Criar coleções de viagem inspiradas por criadores de conteúdo.
  • Oferecer “viagens espelho” — experiências que refletem o perfil digital do cliente.

📍 Destinos Turísticos

  • Investir em apps de descoberta local com gamificação e realidade aumentada.
  • Estimular produção de conteúdo com microinfluenciadores regionais.
  • Promover personalização de roteiros no ponto de atendimento ao turista.

🏨 Hotéis

  • Usar dados de reserva para oferecer experiências pré-configuradas (menu, música, travesseiro, temperatura).
  • Criar suites temáticas por estilo de viajante.
  • Implementar check-in com IA preditiva e serviços ativados por voz.

🚆 Empresas de Transporte

  • Transformar a jornada em ambiente de descoberta (entretenimento segmentado, compras a bordo).
  • Automatizar atendimento com IA para mudanças de rota e upgrades personalizados.
  • Oferecer planos de assinatura com experiências exclusivas baseadas em perfil.

WONDERCRAFTED

Viagens esculpidas à mão. Destinos que contam histórias.

Em 2025, o desejo de viver experiências únicas, memoráveis e fora do lugar-comum se consolida como uma das maiores forças no setor de turismo. Os viajantes querem fugir do previsível e mergulhar em experiências que combinam autenticidade, estética, propósito e exclusividade.

Wondercrafted une diversos movimentos contemporâneos:

  • O renascimento do turismo ferroviário e noturno
  • A valorização de destinos “substitutos” menos saturados
  • A reinvenção do luxo com propósito e sustentabilidade
  • O consumo de lembranças com valor simbólico e artesanal
  • A busca por hotéis que são destinos em si

Tudo isso costurado por uma nova sensibilidade: o encanto do inesperado.

O que marca a tendência:

🏨 O Hotel é a viagem

Hotéis únicos, com identidade própria, viram o centro da experiência. São escolhidos não só pelo conforto, mas por sua história, arquitetura, arte e curadoria cultural.

  • Exemplo: Hotéis boutique em construções históricas, design autoral, integração com comunidades locais.

🌍 Secret points

Em vez dos destinos turísticos mais populares, cresce o interesse por “substitutos” igualmente belos, mais acessíveis e menos superlotados.

  • Exemplo: Guatemala em vez do Lago de Como, Reims em vez de Paris, Cozumel no lugar de Cancún, Krabi no lugar de Phuket, Taipei no lugar de Seul.

🚆 Expresso Expresso

A jornada ganha protagonismo. Viagens de trem voltam com força, especialmente noturnas, combinando conforto, beleza natural e nostalgia. Jovens, especialmente Gen Z/Y, fazem “city hopping” em destinos conectados, explorando segundas cidades com personalidade própria.

  • Exemplo: Glacier Express (Suíça), Orient Express (Europa), Rail Europe.

🌙 Na Calada da noite

Viagens que priorizam a noite como tempo de descoberta e envolvimento cultural — não apenas festas, mas experiências sensoriais, wellness e arte.

  • Exemplo: “Rave tourism”, spas noturnos, eventos culturais imersivos.

💎 Luxo discreto

O setor de luxo vive um reposicionamento: oferecer experiências sofisticadas sem excessos, com impacto positivo, sustentabilidade e autenticidade.

  • Exemplo: Eco-hotéis de alto padrão, experiências de luxo low-profile com foco no bem-estar coletivo.

🧬 Bem-estar

Nova fronteira do bem-estar: a fusão entre dados, ciência, práticas ancestrais e espiritualidade. Surgem retiros que unem tecnologia com conexão interior.

  • Exemplo: Centros de cura com sensores de bem-estar, sessões de meditação assistidas por biofeedback, astrologia + IA.

🎁 Além do imã

Turistas estão trocando souvenirs genéricos por objetos únicos, que contam uma história local e valorizam artesãos e pequenos produtores.

  • Exemplo: Cerâmicas, cosméticos naturais, tecidos tingidos à mão — adquiridos em mercados locais e ateliês.
  • Dado: 82% dos Millennials e Gen Z preferem lembranças únicas de qualidade.

Wondercrafted representa uma mudança de paradigma. O turismo não é mais só sobre “visitar”, mas sobre sentir, descobrir e memorizar. Os viajantes querem histórias para contar — e não likes para postar. Buscam o novo com alma.

Essa tendência revaloriza:

  • A jornada como parte essencial da experiência
  • O local como ativo cultural e não apenas cenário
  • O consumo consciente como parte da aventura
  • O inesperado como proposta de valor

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Criar coleções de roteiros temáticos baseadas em estética, cultura ou propósito.
  • Oferecer “escapadas artesanais” com foco em cidades emergentes, hospedagens icônicas e atividades locais.
  • Cocriação com influenciadores e criadores de conteúdo que vivem esses roteiros.

📍 Destinos Turísticos

  • Promover distritos criativos, mercados, segundas cidades e comunidades artísticas.
  • Criar campanhas que valorizem o “não óbvio” e experiências noturnas.
  • Estimular rotas ferroviárias e viagens de conexão lenta com o entorno.

🏨 Hotéis

  • Posicionar-se como “destino dentro do destino”, com experiências exclusivas: chefs residentes, artistas locais, terapias autorais.
  • Investir em arquitetura, design e storytelling sensorial.
  • Parcerias com marcas e artesãos locais para gerar memorabília autêntica.

🚆 Empresas de Transporte

  • Reposicionar trens e viagens longas como experiências “instagramáveis” e meditativas.
  • Criar playlists, janelas panorâmicas e serviços de bordo temáticos por rota.
  • Integração com redes criativas locais (moda, gastronomia, arte).

WE TRAVEL

A experiência é maior quando compartilhada

Em um mundo digitalmente saturado, as pessoas estão redescobrindo o valor das conexões reais, presenciais e afetivas. Viagens estão sendo ressignificadas como oportunidades para se reconectar com quem somos, com quem amamos e com quem podemos vir a conhecer.

We Travel representa a força coletiva do turismo em 2025 — onde a jornada ganha mais sentido quando é vivida junto, seja com amigos, família, tribos, casais ou desconhecidos com valores em comum. É uma resposta direta à fadiga digital, à atomização social e à necessidade de pertencimento.

Como acontece:

💞 Conexões reais)

Viagens se tornam espaços de socialização verdadeira. As pessoas querem sair do online e conhecer gente “de verdade”.

  • Exemplos: apps de relacionamento com foco em experiências presenciais, viagens solo que promovem conexão com outros viajantes, pacotes focados em socialização (cozinhar juntos, explorar mercados locais).

👯♀ Toda turma

Coletivos de amigos, famílias estendidas ou comunidades escolhidas organizam viagens em grupo com reservas individuais, mas experiências compartilhadas.

  • Exemplo: grupos de amigos sincronizados em um mesmo resort, onde cada um gerencia sua reserva, mas todos vivem a jornada juntos.

🏳🌈 Pride tour

Viajantes LGBTQ+ estão buscando mais do que inclusão ocasional: querem se sentir pertencentes e acolhidos em todos os momentos.

  • Exemplo: destinos que vão além do marketing do Pride e oferecem experiências seguras, autênticas e inclusivas o ano todo.

👯 We are family

Viagens com amigos, famílias ou grupos com afinidades (como ativistas, artistas, voluntários, etc.) ganham destaque como forma de criar memórias e se fortalecer emocionalmente.

  • Exemplo: roteiros sob medida para grupos intergeracionais, excursões para comunidades criativas, experiências educativas com viés coletivo.

🌿 Pisar na grama

Conexão também com a natureza e com o corpo. Viagens para restaurar o bem-estar com experiências simples, como caminhar descalço, mergulhar em rios, fazer trilhas silenciosas.

  • Exemplo: retiros na natureza com atividades sensoriais, hospedagens off-grid, terapias naturais compartilhadas com o grupo.

👨👩👧 Toda turma

Famílias estão viajando de forma mais flexível e personalizada. As crianças participam do planejamento, e os avós voltam a integrar a jornada.

  • Dados:58% dos pais Millennials e Gen Z pretendem viajar com a família estendida.68% afirmam que os filhos influenciam o roteiro.72% estão dispostos a tirar os filhos da escola para viajar fora da alta temporada.
  • Exemplos: hotéis com quartos familiares conectados, menus kids gourmet, roteiros pensados para todas as idades.

We Travel é a resposta emocional ao isolamento digital e à hiperindividualização. Ela convida a indústria a projetar experiências que coloquem o vínculo humano no centro — sejam vínculos de afeto, identidade, propósito ou bem-estar.

Esse movimento não é só social. É também econômico: as viagens em grupo geram mais engajamento, mais tempo de permanência e maior ticket médio. E são potencialmente mais sustentáveis, por otimizarem recursos compartilhados.

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Criar roteiros modulares para grupos, onde cada viajante escolhe sua jornada dentro de uma experiência coletiva.
  • Desenvolver viagens temáticas para comunidades: mães solo, LGBTQ+, espiritualidade, ecologia, creators.
  • Incentivar “viagens com propósito” com impacto social ou ecológico compartilhado.

📍 Destinos Turísticos

  • Lançar campanhas com foco em acolhimento, diversidade e pertencimento.
  • Criar experiências noturnas, vivências coletivas e espaços de convivência informal.
  • Promover turismo regenerativo com envolvimento de comunidades locais e visitantes.

🏨 Hotéis

  • Reimaginar espaços comuns como ambientes de socialização ativa (cozinhas coletivas, oficinas, cafés abertos).
  • Oferecer layouts flexíveis para famílias, tribos e grupos pequenos.
  • Parcerias com plataformas sociais para atrair coletivos e criar experiências sob medida.

🚆 Empresas de Transporte

  • Oferecer tarifas flexíveis para grupos, incluindo vantagens para reservas separadas com itinerário compartilhado.
  • Criar experiências de bordo colaborativas (por exemplo, playlist dos passageiros, roteiros colaborativos).
  • Lançar iniciativas de turismo de base ferroviária para comunidades alternativas e festivais.

TASTE TREK

Explorar o mundo, prato por prato

Viajar com o paladar como guia. Em 2025, a gastronomia ultrapassa o status de “experiência adicional” e assume o papel de protagonista nas decisões de viagem. A tendência Taste Trek reflete um movimento global onde o desejo por sabores autênticos, experiências sensoriais e descobertas culinárias se torna o principal motivador de deslocamentos — seja para provar um sanduíche viral, saborear um café local ou descobrir o skincare natural de uma cultura.

Comida virou cultura, consumo, conexão e conteúdo digital de alto impacto.

Materializando:

🍽 À procura de sabor

Turistas viajam para experimentar pratos que viralizaram nas redes sociais ou se tornaram lendas urbanas.

  • Exemplos:Filas em Tóquio por um sanduíche de ovo simples, mas icônico.Adoção de hábitos culturais como os “sweets days” suecos exportados para cafeterias em Nova York.

🛍 Sabor na mala

A jornada não é só por comida, mas por produtos locais exclusivos que se tornam parte da memória da viagem. Supermercados e lojas de conveniência são atrações turísticas por si só.

  • Exemplos:Chocolates artesanais em Dubai.Skincare coreano direto de marcas locais.Matcha de origem em Kyoto.Cafés de microtorrefações na Costa Rica.

🍜 Você tem fome de que?

Comida virou o novo passaporte. Jovens viajam para consumir street food, menus degustação, experiências com chefs locais, rituais alimentares e workshops culinários.

  • Impacto: A valorização da culinária regional ativa o turismo experiencial, reforça a economia local e conecta visitantes à alma do destino.

Taste Trek sintetiza a transformação da gastronomia em vetor de identidade, desejo e engajamento no turismo. A comida se torna:

  • Experiência sensorial e emocional
  • Acesso cultural e histórico
  • Conteúdo digital de alto valor
  • Memória afetiva em forma de sabor

Essa tendência ativa múltiplos sentidos, reforça o valor da autenticidade e movimenta tanto o turismo quanto a economia criativa local.

Em um mundo hiperconectado, sabores locais se tornam fenômenos globais, e experiências simples — como um lanche ou uma compra no mercado — são elevadas à categoria de rituais de viagem.

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Criar roteiros temáticos gastronômicos (ex: “Sabores da Ásia”, “Doces & Cafés do Sul Global”).
  • Combinar experiências culinárias com tours culturais e oficinas práticas (cozinhar com locais, colheitas sazonais).
  • Desenvolver parcerias com criadores de conteúdo foodie para criar pacotes inspirados em tendências virais.

📍 Destinos Turísticos

  • Mapear e promover experiências gastronômicas exclusivas: mercados, feiras, pratos típicos e ingredientes únicos.
  • Incentivar storytelling de origem: a história por trás do prato ou do produto.
  • Criar eventos e festivais de comida com foco em ingredientes autênticos e diversidade culinária.

🏨 Hotéis

  • Oferecer menus autorais baseados em ingredientes locais e sazonalidade.
  • Criar experiências gastronômicas exclusivas para hóspedes (ex: jantares secretos, brunch com produtores locais, cafés de origem).
  • Montar lojas com produtos locais curados (lembranças comestíveis e sensoriais).

🚆 Empresas de Transporte

  • Desenvolver experiências culinárias a bordo que refletem os destinos cruzados.
  • Ativar menus regionais em rotas específicas com curadoria cultural.
  • Oferecer conteúdo editorial sobre culinária local, playlists temáticas e mapas de sabor como parte da experiência de viagem.

ENTRETOUR

O tour começa na tela. Termina ao vivo.

Em 2025, a cultura do entretenimento não é apenas conteúdo — é um convite à viagem. As pessoas estão transformando suas paixões por livros, séries, filmes, shows, eventos esportivos e até fandoms em roteiros reais, experiências presenciais e memórias inesquecíveis.

ENTRETOUR é o movimento de viajantes que seguem histórias, artistas, atletas, personagens e palcos — em uma jornada onde a ficção vira roteiro, e o palco vira destino.

É o encontro entre emoção, cultura pop, narrativa e deslocamento. Uma nova forma de viajar, onde o entretenimento é o principal motor de escolha.

Onde aparece:

📚 Literalmente uma viagem

Leitura e viagem se entrelaçam. Viajantes buscam livros ligados ao destino ou aproveitam as férias para mergulhar em histórias.

  • Exemplo: Trinity College (Dublin) virou ponto turístico por sua biblioteca.
  • Hotéis com bibliotecas internas ganham destaque.

🎬 Vi num filme

Filmes e séries moldam decisões de viagem. Os viajantes querem estar “onde tudo aconteceu”.

  • Exemplos:Irlanda com Game of Thrones e Derry GirlsTailândia com The BeachEscócia com The TraitorsNova York com And Just Like That…Dubai com The Real Housewives of DubaiItalia, Havai e Tailância – White Lotus

🎤 Na fila do show

Artistas e turnês são o centro da jornada. Fãs se deslocam por amor à música — movimentando turismo, economia e experiências.

  • Exemplo: Turnê de Taylor Swift, que gerou bilhões em turismo com pacotes temáticos e reservas antecipadas.

🏟 Meu jogo é a viagem

Competições, times e estádios icônicos viram motivação de viagem. O esporte conecta identidades e ativa comunidades globais.

  • Exemplo: Viagens para assistir a Champions League, NFL, Olimpíadas ou visitar estádios lendários.

🎉 Fun Fun Fã

Além dos eventos, o entorno importa: hotéis, bares, experiências locais e ativações pensadas para fãs.

  • Exemplo: Roteiros para Comic-Con, festivais de cultura pop, eventos Pride.

🌏 Asia é ali

A força da cultura pop asiática (como K-pop, K-dramas, J-culture) se reflete no crescimento do turismo para a região.

  • Exemplo: Tailândia se posiciona como destino estratégico, com novas políticas de visto e campanhas globais.

ENTRETOUR não é sobre onde o turista quer ir. É sobre o que ele ama, segue, consome e vibra. Séries, livros, artistas, eventos e esportes se tornaram mapas emocionais. E viajar virou uma forma de celebrar, pertencer e experienciar o que antes só era visto na tela ou na imaginação.

Essa tendência representa uma nova categoria de motivação turística: a emoção cultural como motor de deslocamento.

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Desenvolver roteiros temáticos por fandom (ex: Rota Taylor Swift, Destinos K-Drama, Tour Literário Europa).
  • Criar experiências imersivas combinadas com eventos (pré-festa de shows, trilhas de filmagem, oficinas de roteiro).
  • Pacotes para eventos de cultura pop com reservas antecipadas, benefícios exclusivos e conteúdo de bastidores.

📍 Destinos Turísticos

  • Mapear locações de filmes, cenas de livros, palcos históricos, eventos esportivos e shows marcantes.
  • Criar “passaportes de cena” com rotas personalizadas por bairro, personagem ou artista.
  • Fomentar parcerias com produtoras, editoras e plataformas para gerar campanhas turísticas colaborativas.

🏨 Hotéis

  • Desenvolver suítes temáticas inspiradas em filmes, livros ou artistas.
  • Oferecer experiências para fãs: kits de boas-vindas, playlists, maratonas no quarto, espaços instagramáveis.
  • Ativar parcerias com eventos para se tornar o “QG oficial” dos fãs.

🚆 Empresas de Transporte

  • Criar rotas personalizadas com conteúdo temático a bordo (ex: playlist da turnê, trechos de livros, vídeos de bastidores).
  • Parcerias com eventos para transporte exclusivo de fãs ou torcidas.
  • Lançar pacotes “entretenimento + mobilidade” com descontos ou benefícios em eventos parceiros.

LEARNINGSCAPES

Viagens que ensinam, transformam e conectam.

Em 2025, viajar virou uma forma de aprender — não apenas sobre o mundo, mas sobre si mesmo. A tendência LEARNINGSCAPES representa um novo perfil de viajante que busca experiências com propósito, conexão com saberes ancestrais, desenvolvimento de habilidades e reconexão com a natureza e o cosmos.

Não se trata de turismo educacional tradicional, mas de vivências imersivas, regenerativas e sensoriais, que unem corpo, mente, cultura e consciência em roteiros de descoberta e transformação.

Como:

🧩  Interesses Pessoais e Oficinas Criativas

Viajantes estão investindo seu tempo em destinos que ofereçam experiências práticas e artísticas ligadas a hobbies ou descobertas pessoais.

  • Exemplos:Aulas de cerâmica em PortugalApicultura regenerativa no AlgarveOficinas de DJ para crianças em resorts da Turquia

🌌 Viagem de olho nas estrelas

Com a busca por silêncio, contemplação e expansão de consciência, cresce o interesse por destinos com céus escuros e visões privilegiadas do universo.

  • Exemplos:Observação de estrelas no deserto do Atacama, ChileAurora Boreal na NoruegaExperiência de eclipse total no CazaquistãoParques certificados como “Dark Sky Parks” nos EUA e Europa

🧘♀ Viajando e aprendendo

Viagens que unem autoconhecimento, aprendizado e impacto positivo. Envolve cultura local, consciência ecológica e práticas de cuidado.

  • Exemplo:Vivências de bem-estar com foco comunitárioRetiros com práticas ancestrais e tecnologias regenerativas

🚜 Agrotour

A nova geração do turismo rural vai além da “vida na fazenda”: traz propósito, reconexão e aprendizagem prática sobre terra, alimento e ciclos naturais.

  • Exemplos:Participação em colheitas sazonaisWorkshops de fermentação, culinária orgânica e agroflorestaHospedagens que ensinam a cuidar do solo e dos alimentos

LearningScapes representa a fusão entre turismo, educação informal, bem-estar e ancestralidade. É uma resposta direta à superficialidade digital e ao cansaço das viagens padronizadas.

Viajantes agora buscam:

  • Experiências que ensinem algo real
  • Conexões profundas com o lugar, as pessoas e a natureza
  • Espaços de transformação pessoal e coletiva

Aprender virou um novo luxo. E o destino, uma sala de aula sensorial.

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Criar roteiros educacionais personalizados com experiências práticas (ex: barro, vinho, astronomia, saberes indígenas).
  • Desenvolver pacotes “Turismo + Oficina” com curadores locais.
  • Posicionar “viagens para aprender algo novo” como um benefício emocional para o cliente.

📍 Destinos Turísticos

  • Mapeamento de comunidades, oficinas e experiências com valor educativo.
  • Certificação e curadoria de saberes locais (artesãos, agricultores, mestres culturais).
  • Posicionamento de regiões como Learning Hubs (ex: rota da cerâmica, rota da floresta, rota do céu escuro).

🏨 Hotéis

  • Oferecer workshops e aulas práticas com talentos locais (gastronomia, artesanato, cura).
  • Reposicionar áreas comuns como espaços de aprendizado e reconexão (bibliotecas, hortas, salas de contemplação).
  • Parcerias com escolas criativas, universidades ou centros de pesquisa rural/espiritual.

🚆 Empresas de Transporte

  • Criar experiências educativas a bordo: documentários, podcasts, trilhas temáticas e rotas culturais.
  • Oferecer conteúdo sobre o saber local do destino: entrevistas, receitas, curiosidades.
  • Campanhas temáticas: “Viaje para aprender”, “A estrada ensina”, “O conhecimento também é destino”.

SLOWTALGIA

A nostalgia desacelerada virou roteiro de viagem.

Entre o caos digital, as incertezas do futuro e o cansaço da vida hiperconectada, uma nova tendência surge: a busca por um tempo mais calmo, simples e familiar. SLOWTALGIA combina o desejo por experiências nostálgicas com o movimento do “slow travel” — criando viagens que valorizam memórias, tradições, natureza e silêncio.

Mais do que fugir da rotina, as pessoas querem revisitar sentimentos bons, recuperar o prazer do tédio e desacelerar com intenção.

É sobre férias com cheiro de infância. É sobre reconectar com o que importa.

Onde aparece:

✨ Como no verão passado

A nostalgia ganha espaço nas viagens. Viajantes redescobrem acampamentos de verão, destinos dos anos 90 e o glamour de décadas passadas.

  • Exemplo: Airbnb lança estadia temática da Polly Pocket; experiências com estética retrô estão em alta.

🏖 Ainda existe

Viagens all-inclusive e resorts tradicionais voltam a ser desejados — especialmente por jovens e famílias que buscam descanso previsível e reconfortante.

  • Exemplo: Resorts com bufês, atividades coordenadas, música ao vivo e clube infantil ganham destaque.

🧘 Não estou!

Inspirado no “Joy of Missing Out”, os viajantes buscam silêncio, isolamento digital e experiências sem notificações.

  • Exemplo: Chalés na montanha, casas à beira do lago e praias sem Wi-Fi são os novos luxos.

🧳 Viagens Solo e Soft Travel

Cresce o número de pessoas viajando sozinhas para descansar, refletir ou simplesmente desacelerar.

  • Dado: aumento de 90% nas buscas por viagens solo; estadias médias de 17 noites.

🐾 Viagens com Pets

A solidão digital também se cura com afeto. Muitos viajantes solo escolhem levar seus animais de estimação.

  • Dado: buscas por hospedagens pet-friendly cresceram 30%, e mais de 40% entre viajantes solo.

🌄 Busca por Destinos Rurais e Escapadas no Campo

A natureza reaparece como espaço de refúgio, simplicidade e reencontro com ritmos naturais.

  • Exemplo: Aumenta a procura por casas de campo, vilarejos e experiências rurais com tempo para contemplação.

👨👩👧👦 Viagens Familiares nas Férias Escolares

As famílias estão resgatando o valor das viagens intergeracionais em datas especiais.

  • Exemplo: Carnaval de Colônia (Alemanha), Aquário de Ubatuba (Brasil), atrações clássicas com foco em conexão familiar.

SLOWTALGIA não é apenas uma tendência — é um antídoto ao excesso, uma resistência estética e emocional à lógica da pressa e da performance. Ela une passado e presente, silêncio e afeto, descanso e significado.

Essa tendência fala com pessoas que estão reavaliando o que realmente importa. Ela redefine o “luxo” como tempo, afeto, previsibilidade, memória e bem-estar.

💡 Oportunidades por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Criar pacotes retrô com experiências temáticas: clubes de campo, acampamentos adultos, roteiros nostálgicos.
  • Oferecer fugas digitais para viajantes solo, com pets ou famílias.
  • Posicionar “voltar no tempo” como experiência emocional — não apenas estética.

📍 Destinos Turísticos

  • Mapear atrativos nostálgicos, naturais e familiares com storytelling afetivo.
  • Criar “trilhas slow” com foco em silêncio, bem-estar e memória.
  • Reativar patrimônios esquecidos: cinemas antigos, coretos, vilarejos, cafés históricos.

🏨 Hotéis

  • Reposicionar hotéis tradicionais como “refúgios do agora” — com estética vintage, menu de comfort food e programação sem tela.
  • Oferecer experiências sensoriais analógicas (ex: cartas, jogos, fogueiras, tardes de leitura).
  • Criar kits de boas-vindas slow: playlist de vinil, livros, infusões locais.

🚆 Empresas de Transporte

  • Revalorizar rotas longas e trens como experiências contemplativas.
  • Ativar conteúdo nostálgico a bordo: filmes clássicos, playlists temáticas, narrativas afetivas.
  • Criar “carros do silêncio” ou compartimentos para pets + humanos viajantes solo.

TRIP AWARE

Viagens conscientes para um futuro possível

Trip Aware é a tendência que traduz o despertar do turismo para a consciência climática, ética e regenerativa. Em 2025, viajar é muito mais do que explorar novos lugares — é fazer escolhas que respeitam o planeta, valorizam comunidades e acolhem a diversidade.

Essa tendência nasce da convergência entre:

  • Mudanças climáticas
  • Pressões sociais por inclusão
  • Desejo por experiências com impacto real e positivo

O viajante Trip Aware quer minimizar pegadas negativas e deixar legados simbólicos, sociais e ecológicos.

Onde se tangibiliza:

❄ Amo frio

Busca por destinos frios ou amenos diante do aquecimento global. Exemplos: Escandinávia, Bálcãs, Lapônia, Canadá, Alasca.

🌱 Regenerar

Experiências com impacto regenerativo: ambiental, social e espiritual. Exemplos: Reflorestamento nas Filipinas, ecoturismo no Equador, trilhas sustentáveis no Japão.

🥦 Tem opção vegana?

Turismo ético e plant-based cresce com roteiros, hospedagens e cruzeiros veganos. Exemplos: Resorts 100% veganos, experiências culinárias conscientes.

🏙 Cidades verdes

Destinos urbanos se transformam com arquitetura verde, mobilidade suave e espaços compartilhados. Exemplo: Cidades que priorizam pedestres, vegetação urbana e saúde coletiva.

🧠 Acessibilidade

Inclusão de viajantes neurodivergentes com ambientes sensoriais adaptados. Exemplo: Hotéis com rotinas previsíveis, sinalização clara, horários de silêncio.

🌍 Não queremos turistas

Destinos saturados adotam limites e diretrizes para controlar o turismo de massa. Exemplo: Veneza com taxa de entrada, Amsterdã com controle de cruzeiros.

Turismo de fronteira

Turismo em áreas inexploradas exige responsabilidade, respeito e regulamentação. Exemplo: Expedições em regiões indígenas, polos árticos e desertos protegidos.

🚂 Viagens de Trem Contemplativas

Retorno dos trens como forma sustentável e imersiva de viajar. Exemplos: Transiberiano, Glacier Express, rotas pelos Bálcãs.

Trip Aware define uma nova geração de viajantes e de negócios que não veem turismo como consumo, mas como interação ética com o planeta.

Esse movimento valoriza:

  • A clareza nas escolhas
  • A presença com propósito
  • O impacto regenerativo

É uma transformação do “turismo de massa” para o “turismo com intenção”. Uma forma de viajar menos, mas melhor.

💡 Aplicações por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Roteiros de “baixo carbono” com experiências regenerativas.
  • Viagens adaptadas a públicos neurodivergentes ou com mobilidade reduzida.
  • Curadoria ética: fornecedores locais, transporte sustentável, inclusão.

📍 Destinos Turísticos

  • Diagnóstico da capacidade de carga turística.
  • Campanhas que posicionem o destino como ecoético e consciente.
  • Incentivos a pequenas comunidades e empresas regenerativas.

🏨 Hotéis

  • Certificação climática, acessibilidade e inclusão real.
  • Menu vegano e plant-based como default.
  • Experiências transformadoras ligadas à cultura local e ao meio ambiente.

🚆 Empresas de Transporte

  • Investimento em trilhas ferroviárias e produtos de viagem slow.
  • Medição e comunicação clara da pegada de carbono.
  • Parcerias com destinos regenerativos.

FLEXSCAPES

Viagens que se adaptam à sua vida, e não o contrário.

No ritmo das mudanças no trabalho, nas finanças e no estilo de vida, o turismo em 2025 entra na era da flexibilidade radical. A tendência FLEXSCAPES traduz uma nova relação com o tempo, com o espaço e com o propósito de viajar.

O viajante flexscape não se prende a formatos fixos. Ele busca escapadas espontâneas, combina lazer com produtividade e estica fins de semana como quem conquista pequenos sabáticos.

Mais do que destinos, ele procura liberdade, fluidez e inteligência na jornada.

Como:

🧳 Final de semana extendido

O bleisure (business + leisure) ganha nova dimensão com a liberdade do trabalho remoto.

  • Exemplo: Jovens nômades digitais estendendo feriados em cidades com boa infraestrutura para reuniões online e lazer noturno.

🕒 Pega a mala, te explico no caminho

Instabilidade econômica e cultural geram decisões de viagem mais rápidas e impulsivas.

  • Exemplo: Aplicativos com ofertas relâmpago, reservas móveis e campanhas de “escapadas agora”.

📏 Não sei quando volto

Viagens curtas para recarregar vs. longas jornadas transformadoras convivem como estilos de vida complementares.

  • Exemplos:Micro: finais de semana em pousadas perto da cidadeMacro: um mês sabático no sul da Espanha trabalhando remotamente

💳 Benefit Aficionados (Otimização de pontos e recompensas)

O novo viajante é também estrategista financeiro. Ele usa pontos, programas de fidelidade e cartões para maximizar experiências.

  • Dados:66% combinam pontos de diferentes programas61% dos Millennials e Gen Z usam cartões estrategicamente
  • Exemplo: Escolher destinos com melhor custo-benefício em troca de cashback, milhas ou upgrades.

FLEXSCAPES sinaliza uma quebra nos formatos tradicionais de turismo. O tempo está mais líquido, o trabalho mais móvel e as decisões de viagem mais táticas. Viajantes não querem se adaptar aos pacotes — querem que os pacotes se adaptem a eles.

Eles valorizam:

  • Liberdade de decidir com rapidez
  • Combinação de descanso e produtividade
  • Otimização emocional e financeira da jornada

Essa tendência pede um novo modelo de hospitalidade e curadoria: mais leve, mais ágil, mais pessoal.

💡 Aplicações por setor

🧳 Agências de Viagem

  • Oferecer pacotes “modulares” com opções de personalização em tempo real.
  • Criar “escapadas flex” com check-ins ajustáveis, Wi-Fi garantido e parcerias com coworkings.
  • Integrar plataformas de pontos e recompensas nos processos de reserva.

📍 Destinos Turísticos

  • Promover “mini aventuras” com foco em proximidade, simplicidade e conexão emocional.
  • Mapear infraestrutura para nômades e profissionais remotos.
  • Criar campanhas para feriados prolongados, sabáticos urbanos e viagens espontâneas.

🏨 Hotéis

  • Oferecer tarifas dinâmicas para estadias flexíveis (micro e macro).
  • Quartos com estrutura de home office, pacotes “work + relax”, reservas rápidas com cancelamento grátis.
  • Benefícios para clientes fiéis e promoções ligadas a milhas, pontos ou cashback.

🚆 Empresas de Transporte

  • Criar bilhetes abertos, com remarcação gratuita e upgrades por pontos.
  • Promover roteiros slow travel como alternativa para macro stays.
  • Investir em apps com alertas de ofertas relâmpago, baseados em localização e perfil do usuário.

As fronteiras do turismo estão se expandindo — não apenas geograficamente, mas também em termos de significado, propósito e impacto. Viajar já não é apenas deslocar-se; é conectar-se, transformar-se e inspirar-se. As tendências apresentadas aqui não são previsões distantes, mas movimentos em curso que abrem espaço para inovação estratégica e oportunidades reais de crescimento.

Empresas e organizações que conseguirem interpretar esses sinais, adaptá-los ao seu contexto e agir com criatividade sairão na frente. Porque, no fim das contas, o futuro do turismo será desenhado por quem ousar imaginar novos caminhos.

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#Wondercrafted #ViagensComHistória #DesignDeExperiências #CulturaViva

FONTES:

HILTON – 2025 Trends Report

ILUNION HOTELS – ObservatorioTendencias 2024-25

AMADEUS-x-GLOBETRENDER – Travel-Trends-2025

BRITISH AIRWAYS – Travel Trends Report 2025

EURONEWS TRAVEL – 2025 Travel Trend Report

EXPEDIA – Unpack ’25, The Trends In Travel_

IBIS – How Gen Z_Y Will Travel in 2025_

LEMONGRASS – Travel Trend Report 2025

PUBLICIS SAPIENT – Guide to Next Travel and Dining 202PUBLICIS SAPIENT – Guide to Next Travel and Dining 2025

GOOGLE – NextGen travellers and destinations_

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Por Fabrícia Botelho

  • Como criar experiências memoráveis para Baby Boomers, Geração X, Millennials, Geração Z e Alpha?
  • Quais formatos e estratégias garantem o engajamento intergeracional?
  • Como o planejamento criativo estratégico da FABBO Futuros pode transformar o seu evento?

Criar um evento que atraia e engaje diferentes gerações pode ser um desafio. Cada grupo tem preferências distintas quando o assunto é formato, comunicação e conteúdo. Enquanto os Baby Boomers preferem encontros formais e estruturados, a Geração X busca eventos híbridos e networking. Os Millennials valorizam experiências imersivas, enquanto a Geração Z quer autenticidade e tecnologia. Já a Geração Alpha está crescendo em um ambiente digital e interativo.

No mundo dos eventos, entender as diferenças entre gerações e criar experiências personalizadas é essencial para garantir relevância, engajamento e impacto duradouro. Inspirada pelo olhar estratégico da FABBO Futuros, essa abordagem vai além da segmentação etária e considera inovação, comportamento e novas tecnologias para estruturar eventos que realmente conectam marcas e pessoas.

Neste artigo, você terá acesso a insights valiosos e exemplos práticos de eventos B2B e B2C para cada geração, explorei algumas tendências em eventos de acordo com cada geração e trazemos exemplos de eventos B2B (business-to-business) e B2C (business-to-consumer) para cada grupo para que você possa fazer um benchmarking para seu próximo evento. 

O desafio de criar eventos para diferentes gerações

Ao organizar um evento, é importante levar em conta fatores como:

  • Canais de comunicação: Boomers e Geração X respondem bem a e-mails e convites formais, enquanto Millennials e Geração Z preferem redes sociais e vídeos curtos​.
  • Formato de inscrição: Boomers e Geração X aceitam formulários longos, mas Millennials e Geração Z buscam experiências rápidas e sem burocracia​.
  • Duração ideal das sessões: Boomers e Geração X suportam conteúdos longos, mas Millennials e Geração Z preferem interações curtas e dinâmicas​.
  • Engajamento: Boomers e Geração X apreciam networking formal, enquanto Millennials e Geração Z gostam de interações gamificadas​.

E o que deve ser levado em consideração ao criar um evento para uma geração específica?

Os eventos do futuro serão cada vez mais híbridos, personalizáveis e acessíveis, permitindo que cada participante escolha como deseja interagir. O verdadeiro sucesso de um evento está na sua capacidade de conectar pessoas, independentemente da idade.” Fabrícia Botelho 

Eventos feitos para a geração Boomer

Os Baby Boomers (1946-1964) valorizam credibilidade, qualidade e profundidade de conteúdo, networking e aprendizado estruturado.

Os formatos de eventos preferidos são conferências presenciais, feiras e eventos corporativos e eventos que contenham palestras aprofundadas, networking tradicional e eventos híbridos tem grande chance de sucesso. 

Experiências Híbridas e Confortáveis – Embora muitos Boomers prefiram eventos presenciais, a opção de transmissões online e formatos híbridos permite maior acessibilidade, especialmente para aqueles que valorizam conveniência.

Eventos com Propósito e Conexões Autênticas – Valorizam encontros que incentivem networking significativo e reflitam seus valores, como eventos beneficentes, conferências culturais e encontros de ex-alunos.

Turismo de Experiência e Imersão Cultural – Viagens e eventos que oferecem roteiros personalizados e oportunidades de aprendizado, como festivais gastronômicos e programas de imersão cultural, são muito atrativos.

Eventos B2B para Baby Boomers:

  • TED Conference (Global) – Palestras inspiradoras e networking de alto nível.
  • CONARH (Brasil) – Congresso nacional de gestão de pessoas e recursos humanos.

Eventos B2C para Baby Boomers:

  • Bienal do Livro (Brasil) – Cultura e literatura para um público mais maduro.
  • Festival de Parintins (AM) – Um dos maiores espetáculos folclóricos do país, com apresentações vibrantes do Boi Garantido e Boi Caprichoso.

O que a geração X espera de um evento?

A Geração X (1965 – 1980) busca flexibilidade, conteúdo prático, aprendizado contínuo e networking estratégico.

Os formatos preferidos de eventos para essa geração são eventos híbridos, congressos e workshops, que funcionam muito bem quando proporcionam sessões interativas, flexibilidade e aplicação prática do conteúdo.

Formato Flexível e Personalizável – Eventos que permitem personalização, como trilhas temáticas em conferências e pacotes customizáveis, são mais atraentes para essa geração.

Bem-Estar e Equilíbrio Entre Vida Pessoal e Profissional – A Geração X busca eventos que respeitem seu tempo e ofereçam experiências voltadas ao bem-estar, como retiros corporativos e eventos com espaços de relaxamento.

Conteúdo de Valor e Workshops Práticos – Interessam-se por eventos que ofereçam aprendizado aplicável e networking estratégico, como mentorias, painéis de discussão e treinamentos executivos.

Eventos B2B para a Geração X:

  • Web Summit (Portugal) – Tecnologia, negócios e inovação.
  • RD Summit (Brasil) – Marketing, vendas e empreendedorismo.

Eventos B2C para a Geração X:

  • Festival do Rio – Cinema e cultura para um público mais maduro.
  • Rock in Rio – Grande festival de música e entretenimento.

A geração Y (Milleniuns) esperam autenticidade nos eventos que frequentam

Os Millennials (1981-1996) valorizam autenticidade, experiências compartilháveis, conexão digital e interatividade.

Os formatos vencedores para essa geração são festivais, eventos gamificados e conferências disruptivas que funcionam muito bem entregando conteúdo visual de qualidade, ativações de marca e interações em redes sociais.

Eventos Instagramáveis e Experiências Compartilháveis – Ambientes interativos e altamente visuais, como instalações artísticas imersivas e cenários fotogênicos, aumentam o engajamento digital.

Sustentabilidade e Consumo Consciente – Preferem eventos sustentáveis, com redução de plástico, alimentação orgânica e compensação de carbono. O impacto social e ambiental é um fator decisivo.

Gamificação e Interatividade – Eventos que utilizam desafios, pontuações e premiações para engajar o público tornam-se mais atrativos, especialmente em congressos e feiras.

Eventos B2B para Millennials:

  • SXSW (EUA) – Criatividade, tecnologia e inovação.
  • South Summit (Porto Alegre) – Startups, tecnologia e empreendedorismo.

Eventos B2C para Millennials:

  • Comic Con Experience (CCXP, Brasil) – Cultura pop e entretenimento imersivo.
  • Tomorrowland – Música eletrônica e experiência visual única.

Se o evento não tem tecnologia a geração Z nem sai de casa

A Geração Z (1997-2009) busca tecnologia, propósito, inovação, autenticidade e engajamento digital.

Eventos de eSports, eventos híbridos e interações gamificadas que contem com influenciadores, gamificação e interatividade são os mais bem sucedidos.

Experiências Imersivas e Tecnologia de Ponta – Eventos que utilizam Realidade Virtual (VR), Realidade Aumentada (AR) e Inteligência Artificial (IA) para criar experiências imersivas são os preferidos.

Acessibilidade e Inclusão – Buscam eventos que promovam diversidade e inclusão, com acessibilidade digital, linguagens neutras e espaços seguros para diferentes públicos.

Eventos com Influenciadores e Criadores de Conteúdo – A Geração Z valoriza eventos que envolvem seus influenciadores favoritos, seja em painéis, meet & greets ou ativações de marca.

Eventos B2B para a Geração Z:

  • TwitchCon (EUA e Europa) – Evento voltado para criadores de conteúdo digital.
  • Campus Party (Global) – Tecnologia, inovação e empreendedorismo jovem.

Eventos B2C para a Geração Z:

  • Brasil Game Show (BGS) – Maior evento de games da América Latina.
  • VidCon (EUA) – Criadores de conteúdo e cultura digital.

A geração Alpha já quer eventos feitos para ela

A Geração Alpha (2010-2025), o futuro da experiência, cresceu em um mundo dominado por inteligência artificial e personalização.

Seu formato preferido de eventos são experiências interativas, eventos educacionais e eventos com realidade aumentada, aprendizado digital e ambientes seguros.

Eventos Educacionais e Lúdicos – Atividades que misturam aprendizado e diversão, como feiras de ciência, exposições interativas e eventos de cultura pop, são altamente engajantes para essa geração.

Personalização com Inteligência Artificial – Com a IA presente no dia a dia dessa geração, eventos que oferecem experiências personalizadas baseadas em preferências individuais serão mais impactantes.

Segurança Digital e Controle Parental – Como dependem da supervisão dos pais, eventos infantis e juvenis precisam garantir ambientes seguros, tanto física quanto digitalmente.

Eventos B2C para a Geração Alpha:

  • KidZania (Brasil e Global) – Experiência educacional e imersiva para crianças.
  • Meus Prêmios Nick (Brasil) – Premiação interativa para o público infantil.

Eventos intergeracionais – unindo gerações em uma só experiência

Definir comportamentos exclusivamente com base na geração tem se tornado mais desafiador, pois fatores como cultura, acesso à tecnologia, contexto socioeconômico e experiências individuais influenciam tanto (ou mais) do que a idade. No entanto, ainda é viável e útil, desde que seja feito com um olhar mais flexível e atualizado.

O que ainda faz sentido?

Macrotendências geracionais: Algumas características gerais continuam sendo relevantes, como a familiaridade da Geração Z com tecnologia, o foco dos Millennials em experiências e a preferência dos Boomers por tradição. Essas tendências ajudam na segmentação inicial, mas não devem ser vistas como regras rígidas.

Impacto do contexto histórico: Cada geração foi moldada por eventos e transformações sociais, como a ascensão da internet para os Millennials e a pandemia para a Geração Alpha. Isso impacta hábitos de consumo, formas de comunicação e valores.

Tendências de consumo e comportamento digital: As gerações ainda demonstram padrões distintos de uso de tecnologia e consumo de mídia. Por exemplo, a Geração Z prefere conteúdo curto e dinâmico (como TikTok), enquanto os Boomers ainda confiam mais em mídias tradicionais.

O que precisa ser atualizado?

Evolução dos perfis geracionais: O comportamento de uma geração pode mudar ao longo do tempo. Millennials que antes eram vistos como jovens inovadores agora estão mais focados em estabilidade e família.

Segmentação por valores e interesses, não apenas idade: Muitas vezes, pessoas de diferentes gerações compartilham os mesmos interesses. Um evento de sustentabilidade pode atrair Millennials, Geração Z e até Boomers engajados na causa.

Diversidade dentro da própria geração: Nem todos os Millennials têm as mesmas prioridades, e o mesmo vale para qualquer outra geração. O contexto econômico, local de moradia e nível de instrução fazem diferença no comportamento.

O futuro da segmentação geracional

Em vez de definir comportamentos exclusivamente por geração, uma abordagem mais eficaz é combinar dados geracionais com análises comportamentais baseadas em hábitos, preferências e valores. Ferramentas de IA e análise de dados já estão ajudando empresas e organizadores de eventos a criar experiências mais personalizadas sem depender apenas de estereótipos geracionais.

Ou seja, gerações ainda importam, mas sozinhas não explicam tudo. O ideal é usar a segmentação geracional como um ponto de partida, complementado por insights mais específicos sobre o público-alvo. 

Nem todo evento precisa ser focado em uma única geração. Alguns conseguem criar experiências que atraem diferentes faixas etárias ao mesmo tempo.

Eventos B2B Intergeracionais:

  • Cannes Lions (França) – Festival global de criatividade, marketing e publicidade.
  • Fórum Econômico Mundial (Davos, Suíça) – Discussões sobre economia, negócios e sociedade.

Eventos B2C Intergeracionais:

  • Copa do Mundo FIFA (Global) – Paixão pelo futebol unindo todas as idades.
  • Olimpíadas (Global) – Evento esportivo que conecta gerações e culturas.

Criar um evento que dialogue com diferentes gerações exige planejamento estratégico, flexibilidade e criatividade. Para garantir o engajamento do público, é fundamental entender como cada geração prefere interagir, consumir conteúdo e vivenciar experiências.

Os eventos do futuro serão cada vez mais híbridos, personalizáveis e acessíveis, permitindo que cada participante escolha como deseja interagir. O verdadeiro sucesso de um evento está na sua capacidade de conectar pessoas, independentemente da idade. 

 

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INOVAÇÃO PARA IMPACTO https://fabbofuturos.com.br/inovacao-para-impacto/ https://fabbofuturos.com.br/inovacao-para-impacto/#respond Wed, 03 Jan 2024 17:36:50 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=892 Formulário de inscrição no final da página. Procuramos 3 organizações não-governamentais ou empresas sociais para receberem consultoria de inovação gratuitamente.  A inovação é a chave para o crescimento e a sustentabilidade de qualquer organização, inclusive as empresas sociais ou organizações não governamentais (ONGs). A capacidade de se adaptar, evoluir e encontrar soluções criativas é fundamental […]

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Formulário de inscrição no final da página.

Procuramos 3 organizações não-governamentais ou empresas sociais para receberem consultoria de inovação gratuitamente. 

A inovação é a chave para o crescimento e a sustentabilidade de qualquer organização, inclusive as empresas sociais ou organizações não governamentais (ONGs). A capacidade de se adaptar, evoluir e encontrar soluções criativas é fundamental para enfrentar desafios e criar impacto positivo em comunidades e no mundo.

Reconhecemos que nem sempre é fácil ou acessível para todas as empresas e organizações investir em consultorias de inovação. É por isso que estamos comprometidos em oferecer consultoria gratuita para 3 organizações com esse perfil.

A inovação vai além do desenvolvimento de novos produtos ou serviços; trata-se de repensar processos, identificar oportunidades e encontrar maneiras mais eficazes de alcançar metas e resolver problemas. Acreditamos que ao capacitar organizações com ferramentas e conhecimentos para inovar, estamos impulsionando um ciclo virtuoso de crescimento e impacto positivo na sociedade.

Nosso objetivo é selecionar organizações comprometidas com a mudança, que buscam ativamente aprimorar suas abordagens e estão abertas a novas ideias e metodologias de inovação. Se você acredita que a sua organização poderia se beneficiar dessa oportunidade, convidamos você a se candidatar para receber nossa consultoria gratuita em inovação.

A FABBO Futuros

Existimos para inspirar organizações a abraçarem a inovação e a construírem seu futuro com coragem.

Na FABBO Futuros, mostramos a importância do equilíbrio das estratégias de curto, médio e longo prazo; preparando e capacitando as empresas para se tornarem líderes visionárias em seus setores; para se anteciparem às mudanças; para liderar a transformação; para tornar seu futuro menos incerto, mais sólido, dinâmico e próspero.

A profundidade nas conversas iniciais com pessoas de todas as hierarquias da empresa para fazer um diagnóstico preciso dos problemas da organização e então buscar a melhor solução através de metodologias combinadas de inovação e foresight estratégico. A abordagem é colaborativa, trabalhando em estreita parceria com as organizações para identificar oportunidades de crescimento dentro de sua cadeia de valor fazendo o melhor uso dos recursos que a empresa já tem disponível.

Nossos serviços:

A FABBO Futuros oferece projetos de inovação, foresight estratégico, planejamento estratégico, metaexperiência (experience design), design de serviços, workshops e palestras. 

FASES DO PROJETO

DURAÇÃO: 1 ano total, sendo: Projeto principal: 3 meses / Mentoria mensal: 9 meses. 

SEMANA 1

ALINHAMENTO DA INTENÇÃO DE INOVAÇÃO 

  • Definir claramente as razões e os limites da inovação através do entendimento da situação atual; 
  • Perspectivas e expectativas da empresa (tamanho do crescimento esperado e prazo);
  •  Porque, quando e onde inovar.

Atividade feita com o cliente.

SEMANAS 2 e 3

INSIGHTS

  • Mapeamento de tendências de futuro que estão impactando seu negócio;
  •  Perspectivas internas (entrevistas com seus stakeholders) e externas (mercado);
  •  Identificação de potenciais soluções em toda cadeia de valor do seu negócio (mercado, oferta, produção, entrega e modelos de negócio).

Entrega: Mapa de oportunidade de negócios

SEMANA 4

CAMPOS DE ATUAÇÃO 

  • Ampliação dos limites do seu negócio e definir novas áreas para crescimento.

Entrega: Novos campos de atuação para escolha do cliente.

SEMANA 5 e 6

CONCEITO DE NEGÓCIOS

  • Desenvolver e priorizar conceitos de negócios atrativos dentro de campo de atuação escolhidos.

Entrega: Conceitos de Negócios para escolha do cliente. 

SEMANA 7 e 8

BUSINESS CASE 

  • Desenvolvimento do business case que ajudará a empresa a visualizar o conceito;
  • Endereçar incertezas;
  • Criar planos táticos. 

Entrega: Business Case

Sumário executivo, insight-chave, proposta de valor, conceito de negócio detalhado, modelo de negócios, tamanho do mercado, incertezas, plano de ação. 

SEMANAS 9, 10 e 11

IMPLEMENTAÇÃO E TESTES

  • Implementadas estratégias inovadoras identificadas
  • Testes piloto de novas abordagens para avaliar sua viabilidade e eficácia.

Entrega: Relatório de implementação das estratégias inovadoras. 

Resultados dos testes piloto realizados. Avaliação inicial do desempenho das novas abordagens. Registro das lições aprendidas e insights obtidos.

SEMANA 12

AVALIAÇÃO E AJUSTES

  • Avaliação criteriosa dos resultados obtidos. 
  • Ajustes para otimizar os resultados.

ENTREGA: Análise detalhada dos resultados obtidos na implementação.

Recomendações de ajustes e otimizações com base nos resultados. Plano revisado para a fase final de consolidação.

ACOMPANHAMENTO

Mentoria mensal durante 9 meses para resposta de dúvidas e aconselhamentos. 

Prazos: 

Inscrições: Até 31/01/2024

Divulgação da seleção: 09/02/2024

CLIQUE NESSE LINK PARA SE INSCREVER.

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Que tipo de inovação a FABBO Futuros faz?  https://fabbofuturos.com.br/que-tipo-de-inovacao-a-fabbo-futuros-faz/ https://fabbofuturos.com.br/que-tipo-de-inovacao-a-fabbo-futuros-faz/#respond Mon, 18 Sep 2023 18:10:16 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=788 Essa pergunta é comum quando nos aproximamos de potenciais clientes, mas na verdade, deveria ser:  Como a FABBO Futuros pode impulsionar a inovação em minha empresa? Sendo assim, nesse artigo, vamos responder a essa pergunta explicando brevemente como funciona nossa metodologia de inovação.  Mas antes de tudo é bom relembrar: Conceito de inovação Inovação é […]

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Essa pergunta é comum quando nos aproximamos de potenciais clientes, mas na verdade, deveria ser: 

Como a FABBO Futuros pode impulsionar a inovação em minha empresa?

Sendo assim, nesse artigo, vamos responder a essa pergunta explicando brevemente como funciona nossa metodologia de inovação. 

Mas antes de tudo é bom relembrar:

     

      • O que é inovação?

      • Por que ela é importante para minha empresa?

      • O que pode ser criado nesse processo?

      • Resultados (criação de valor) que podem ser alcançados

      • Em quais áreas da minha empresa posso inovar? 

    Conceito de inovação

    Inovação é criação e captura de valor para sua empresa através de novos projetos. 

    Por que inovar é importante?

    A inovação é vital para qualquer empresa:

    • Empresas inovadoras criam um ciclo de crescimento, prosperidade e longevidade, garantindo sua continuidade.

    • Elas oferecem maior retorno aos acionistas, o que resulta em maior acesso a crédito e investimentos – ou seja, faturam mais.

    • A marca de uma empresa inovadora é mais valorizada, permitindo que ela cobre mais por seus produtos e serviços, tornando-se também, mais atraente para investidores e com maior valor de mercado.

    • Fornecedores, distribuidores e parceiros preferem empresas inovadoras, pois suas ideias e projetos são bem aceitos e desenvolvidos com rapidez, resultando em negociações e parcerias mais vantajosas.

    • Profissionais buscam oportunidades em empresas reconhecidamente inovadoras, pois estas oferecem espaço e incentivo para criatividade e crescimento, tornando-se destinos ideais para captação e retenção de talentos.

    Quais são os tipos de conceito de negócios que podem ser criados?

    • Estabelecimento de novas redes e parcerias.

    • Desenvolvimento de novas estratégias de preços.

    • Criação de novos modelos de negócios.

    • Adoção de novas abordagens de produção.

    • Lançamento de novos produtos ou serviços.

    • Inovação na forma de entrega.

    • Aquisição de novos clientes e criação de experiências inovadoras.

    Quais são os resultados (valor criado) dos projetos de inovação?

    • Crescimento da empresa.

    • Aumento no faturamento.

    • Expansão para novos nichos de mercado, gerando novas fontes de receita.

    • Redução de diversos custos ao longo da cadeia de valor.

    • Aumento e/ou retenção de clientes.

    • Retenção de talentos.

    • Aperfeiçoamento de processos, aumentando a produtividade.

    Em quais áreas da minha empresa posso inovar? 

    As oportunidades de inovação podem ser identificadas em qualquer área de sua empresa:

       

        • PRODUÇÃO: incorporando tecnologias de ponta, refinando processos e valorizando seus ativos.

        • MARKETING: envolvendo clientes, atendendo necessidades, criando experiências únicas.

        • OFERTA: aprimorando produtos, reinventando serviços, otimizando sistemas e fortalecendo sua marca.

        • ENTREGA: aprimorando o momento, o local e os canais de interação com seus clientes.

        • MODELO DE NEGÓCIOS: melhoria ou redesenho. 

      Como funciona um projeto de inovação?

      Mãos à obra, agora vamos explicar como funciona nossa metodologia de inovação: 

      O início do projeto de inovação

      Nosso projeto começa com uma conversa com sua liderança-chave e a equipe designada por você. Queremos compreender onde sua empresa se encontra e quais melhorias você busca para garantir que suas expectativas sejam atendidas ou superadas. 

      Neste momento, mapeamos os stakeholders e identificamos as razões que levaram à necessidade de inovação – seja a pressão dos acionistas, as mudanças no mercado, a concorrência acirrada, as demandas dos clientes, entre outras. Além disso, alinhamos nossas expectativas quanto a valores e prazos, determinando o escopo da inovação: local ou global, a curto, médio ou longo prazo, incremental ou radical, com baixo ou alto investimento, focada no mercado atual ou em novas oportunidades, mantendo o core business existente ou explorando um novo core business, além de estabelecer seu perfil de inovação: imitador, seguidor ou desbravador.

      Insights durante o projeto de inovação

      Com esse alinhamento inicial, mergulhamos na sua empresa, trabalhando em conjunto com seus stakeholders para identificar oportunidades de inovação. Isso inclui entrevistas com colaboradores de diferentes hierarquias e departamentos, além de conversas com clientes, fornecedores e, em alguns casos, até mesmo concorrentes, dependendo do seu mercado de atuação. Simultaneamente, acompanhamos as tendências futuras que impactam seu negócio, criando cenários e identificando soluções em toda a cadeia de valor – como mencionado anteriormente.

      Munidos dessas informações, organizamos workshops envolvendo sua equipe (representantes de diversos departamentos e hierarquias) na etapa que chamamos de “Insights”. Através de dinâmicas interativas, capturamos as impressões e ideias da sua equipe.

      Mercados de atuação mapeados no projeto de inovação

      Na fase seguinte, usando os dados do primeiro workshop, exploramos as possibilidades de expansão do seu negócio, definindo, em conjunto, as áreas de crescimento.

      Conceitos de negócio criados no projeto de inovação

      Avançando, desenvolvemos conceitos de negócios envolventes dentro do campo escolhido e apresentamos a você para a seleção dos conceitos mais promissores.

      Business Case de Inovação

      Na fase final, trabalhamos lado a lado com os clientes para criar um business case que ajudará a visualizar o conceito, abordar incertezas, estabelecer planos táticos, criar uma proposta de valor sólida, detalhar o conceito de negócios, construir um modelo de negócios, analisar o tamanho do mercado, além de desenvolver o plano de ação e indicadores.

      Execução do projeto de inovação

      A execução é parte mais importante do projeto de inovação pois é onde a inovação realmente vai trazer o valor esperado. Por isso é muito importante que a empresa tenha uma equipe dedicada a isso com prazos e responsabilidades bem definidos sempre reportando a evolução do plano de ação com a liderança, para ajustes e melhorias.

      Se necessário, de acordo com o estágio da cultura de inovação da sua empresa e da existência ou não de processos e área de projetos, podemos acompanhar o desenvolvimento do plano de ação e trabalharmos na criação de engajamento e mudança de mentalidade com a equipe responsável pelo projeto, para que a inovação se torne parte integrante da cultura empresarial e que a execução seja feita. 

      Sua consultoria de inovação conhece meu mercado?

      A metodologia de inovação é adaptável a empresas de todos os tamanhos e segmentos de mercado. Não é necessário que a consultoria seja especializada em um setor específico, pois nosso foco inicial é compreender profundamente sua empresa e seu mercado, a fim de resolver os desafios existentes. Na verdade, é vantajoso que tenhamos conhecimento em diversas áreas, pois isso nos permite oferecer insights mais ricos para seus projetos.

      O que mais a FABBO Futuros faz?

      Além disso, caso sua empresa necessite de soluções específicas e projetos direcionados, a FABBO Futuros oferece uma gama de serviços, incluindo planejamento estratégico, Experience Design (Metaexperiências), design de serviços, foresight estratégico, workshops especializados e palestras. 

      Em breve, publicaremos artigos detalhados, explicando cada um desses serviços.

      Precisa inovar? Fale conosco no link abaixo:

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      Imagem: Freepik

      Depende de como você tem gerido sua empresa. 

      Se a sua empresa tem conseguido acompanhar e se adaptar as mudanças do mercado atual com capacidade de modificar estruturas e funções de forma flexível e horizontal, então sim, a imagem tem tudo a ver com sua empresa, que pode ser chamada de líquida. 

      Empresa líquida, nada tem a ver com liquidez, o que também é superimportante. Tem inspiração no termo criado pelo sociólogo francês, Zygmunt Bauman – Modernidade Líquida – que fala sobre a sociedade em crise, onde a dúvida, a incerteza, o egocentrismo e o fascínio pelo desapego são os pilares. Se as pessoas estão assim, então é claro, os consumidores, os colaboradores e todos os outros stakeholders também estão. 

      Para lidar com isso, as empresas precisam se organizar de uma forma em que consigam navegar por essa liquidez com mais facilidade se adaptando a cada novo desafio. Para ser uma empresa líquida muitas empresas estão adotando para organizar estruturas e processos a metodologia Agile, que surgiu no final do século XX com o nascimento das grandes empresas de tecnologia. 

      A metodologia Ágil, que surgiu com o Agile Manifest, diz que a empresa precisa ter uma cultura de ser e pensar de forma ágil, flexível e fluída.

      Os 4 valores do manifesto são:

      “Os indivíduos e suas interações acima de procedimentos e ferramentas;

      O funcionamento do software acima de documentação abrangente;

      A colaboração com o cliente acima da negociação e contrato;

      A capacidade de resposta a mudanças acima de um plano pré-estabelecido;

      Assim sendo, mesmo havendo valor nos itens à direita, os que estão à esquerda são mais valorizados.”

      E nesse cenário, o planejamento estratégico também precisa ser mais ágil e adaptável e para isso, a FABBO Futuros, agrega conceitos de foresight estratégico e inovação ao planejamento estratégico para gerenciá-lo de forma cíclica e contínua, para que as empresas possam responder mais rápido aos seus desafios.

      Para saber mais sobre o Manifesto Agile, vá no: https://agilemanifesto.org

      #inovação #planejamentoestratégico #agile #futuros

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      #SXSW2023: DIAS 6, 7 E DESPEDIDA! https://fabbofuturos.com.br/sxsw2023-dias-6-7-e-despedida/ https://fabbofuturos.com.br/sxsw2023-dias-6-7-e-despedida/#respond Mon, 20 Mar 2023 19:41:53 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=771 O SXSW como sempre, não decepciona. Só sai de lá como chegou, quem não prestou atenção.  Do que eu consegui ver, porque realmente é muita coisa para escolher, viver e assimilar, tentei deixar uma pequena contribuição, para que talvez possa ser proveitoso, como ponto de partida para mergulhos mais profundos em assuntos que possa causar […]

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      O SXSW como sempre, não decepciona. Só sai de lá como chegou, quem não prestou atenção. 

      Do que eu consegui ver, porque realmente é muita coisa para escolher, viver e assimilar, tentei deixar uma pequena contribuição, para que talvez possa ser proveitoso, como ponto de partida para mergulhos mais profundos em assuntos que possa causar interesse. 

      Os palestrantes principais são relevantes sim, mas já são conhecidos, as grandes surpresas ficam por conta dos assuntos emergentes que surgem nos arredores. A vasta programação trás escondida nos auditórios mais distantes e pequenos as maiores curiosidades e inspirações, pelo menos para mim. 

      Desde que comecei a frequentar o festival vi que essa era a minha trilha, descobrir coisas realmente novas, assuntos sobre os quais nunca me aprofundei ou mesmo desconhecidos. Quanto mais estranho, melhor!

      Meu foco é sempre estar inteira para absorver o conteúdo.  As ativações das marcas, festas e afins, vou quando sobra tempo e disposição, sem estresse. 

      Ir ao SXSW é mais ou menos como quando uma criança vai a uma papelaria – canetinhas, papéis, adesivos coloridos – a mão compra coisas lindas, mas que só vão fazer sentido se a criança usar e abusar sem limitações. 

      Só uma coisa que senti é que Austin já não está tão weird como era antes. Senti um pouco de falta da originalidade da cidade, o que a fazia diferente. Está sendo gentrificada pelo crescimento dos últimos anos. Espero que isso não tire a originalidade do festival. 

      Agora que voltei, o objetivo é usar essas tantas referências e perspectivas para criar coisas novas para minha vida e de outras pessoas e para os projetos dos meus clientes tentando, de alguma forma, fazer alguma diferença nesse mundo que precisa tanto de mentes, corações e principalmente mãos na massa para solução de tantos problemas. 

      No post de hoje, o resumo do que vi nos últimos dias de palestra. 

      TECNOLOGIA É UMA FORÇA PARA O BEM

      Teresa Barreira, Reva Bhatia e James Kessler (Publicis Sapient)

      O painel defende a tecnologia como uma força para o bem. Que a transformação digital é sobre pessoas e para a transformação social.

      Quanto mais digital nos tornamos mais humano precisamos ser. O foco deve ser sempre a diferença positiva que será feita na vida das pessoas.

      Contaram cases interessantes do setor público de resolução de problemas sociais, tais como, fila na imigração, moradia e educação com uso de tecnologia e sempre com o processo de ouvir as pessoas, pois às vezes a solução pode ser mais simples do que parece. 

      Deram exemplo de uma prefeitura que gostava um valor muito alto com um sistema para controlar a concessão de moradias e com o processo de se conhecer o problema ouvindo as pessoas passaram a usar GoogleSheets para resolver a questão. 

      QUANTUM-AI – PORQUE SEU FUTURO DEPENDE DA COMPUTAÇÃO QUANTICA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

      Whurley, fundador da Strangeworks, já criou duas outras startups que foram vendidas, uma para Goldman Sachs e outra para Accenture.

      A Strangeworks foi criada para popularizar a computação quântica e torná-la acessível. 

      A quântica é uma forma completamente nova de computação, “dividimos átomos para criar destruição, para criação de armas nucleares e agora estamos dividindo para criar essa nova forma de computação”. Ela vem de vários formatos de qubits supercondutores, onde você pega um elétron e o esfria ou suspende com lasers. Por que isso é tão poderoso? Porque se eu tiver 4 bits de 16 resultados, será um de cada vez, na quântica se eu tiver 4 qubits, terei todos os 16 resultados ao mesmo tempo. 

      A cabeça fritou né? Pois é, esse potencial e mais a inteligência artificial vai mudar tecnologia nos próximos 10 anos, mais do que tudo que já foi feito até agora. 

      Quais serão as aplicações dessa tecnologia?

      – Decifrar moléculas de tudo que existe através de gêmeos digitais, hoje isso seria impossível devido a capacidade de processamento dos computadores existentes. 

      – Descoberta de novos medicamentes.

      – Cura para doenças através do entendimento de como funciona o organismo.

      – Criptografia. Vai conseguir quebrar criptografias criadas antes dela. Imagina quanto segredo de governos, empresas serão reveladas? 

      – Otimização: horários de transporte, rotas, portões, horários de vôos, etc.

      – Previsão de tempo.

      Falando de IA, existem três tipos: a que temos hoje, IAG – inteligência artificial geral, mais avançada que replicará nosso comportamento. E então a Superinteligência quântica, que seria superior à inteligência humana. 

      Tudo isso vai ajudar o ser humano a resolver problemas que ele não consegue, que tem dados tão volumosos que não conseguimos lidar com eles, é como encontrar uma agulha no palheiro, como por exemplo combinar todos os tipos de molécula para criação de um novo remédio de forma rápida. 

      E em atividades rotineiras como: assistentes pessoais, tomada de decisão, reconhecimento de imagem, educação, etc.

      Os impactos negativos, é óbvio, existem. Quando se trata de uma tecnologia sobre a qual o ser humano pode perder o controle, começando pelo aumento de desemprego (acredita que outros empregos também serão criados pela mesma tecnologia), aumento da desigualdade, disrupção na economia. 

      Impactos sociais e econômicos positivos: 

      – Controle e responsabilização

      – Energia sustentável

      – Agricultura e produção

      – Finanças

      Desafios: preparar profissionais para criar programas e pilotar essas máquinas e educar as crianças, adequadamente, para essa nova realidade.

      “Não se preocupem com as máquinas, se preocupem com as pessoas que as estão controlando”.  

      Ao final da palestra Whurley revelou que todo o conteúdo da palestra, os slides da apresentação e o folheto impresso que foi entregue aos participantes foi criado por inteligência artificial em algumas horas, ao contrário das 9 semanas que ele levou para criar a apresentação que fez no SXSW em 2018.

      Usou o seguinte prompt:

      Escreva um resumo de 800 palavras para uma palestra de SXSW para uma sessão chamada “QuantumAI: Porque seu futuro depende da convergência da Computação Quântica & Inteligência Artificial” na qual o palestrante discute os avanços da computação quântica e da inteligência artificial, os desafios que nossa espécie enfrenta e a convergência inevitável que pode levar a uma super inteligência quântica que mudará para sempre nosso mundo.

      Uns dias depois, Whurley pediu à IA que usasse o resumo para criar um esboço de como a apresentação poderia ser, como pequenos ajustes a apresentação estava pronta.

      #DEATHTOK: COMO A GERAÇÃO Z ESTÁ REIMAGINANDO A MORTE E O LUTO

      Rehan Choudhry (Chptr Inc – uma plataforma onde as pessoas se encontram para compartilhar memórias das pessoas que se foram), Julie McFadden (Hospice Nurse Julie – normaliza assuntos relacionados à morte no Instagram e TikTok), Jesse Moss (Experience Campus – acampamento para crianças em luto).

      Essa geração está a 2º de separação de alguém que morreu: pandemia, overdoses, tiroteios nas escolas, suicídio e tudo amplificado pelas mídias sociais. Com a #deathtok sendo trend no TikTok constantemente.

      Mas as redes sociais também os ajudam a lidar com a perda e se juntarem a comunidades que são criadas em torno do luto. 

      A geração Z gosta de falar sobre morte, apesar de terem medo, o que é normal. 

      Para lidar com o luto aconselham a usar uma linguagem adequada, pedir que o enlutado conte histórias dos seus entes queridos. O luto não tem prazo, por isso é importante que as pessoas acompanhem as pessoas que passaram por perdas por mais tempo com atitudes concretas, que escutem a pessoa ou que apenas estejam presentes, mesmo que silenciosamente e desconfortavelmente: “Eu nem sei o que dizer, mas estou aqui com você.”

      Importante falar sobre o assunto, mas também trazer a pessoa de volta à vida, com prática de esporte e atividades de entretenimento, como é feito no Experience Campus.

      A maioria de nós evita falar sobre morte como se isto trouxesse algo ruim, mas é melhor “se preparar para o pior e esperar o melhor”. 

      As crianças não querem ser julgadas ou tratadas diferente quando estão em luto, quanto mais conversa mais cura. 

      NÃO PERCA SUA VOZ TENTANDO SER OUVIDO

      Saida Grundy (Boston University), Munirah Jones (Escritora, produtora de filmes), Dominic Lawson (The Startup Life Podcast) e Enora Moss (Locutora de rádio e influencer) 

      Como conseguir criar conteúdo que alcance um grande público sem precisar sacrificar sua alma? Esses criadores negros contaram a dificuldade de conseguirem emplacar seus conteúdos em grandes canais ou streamings sem ter que se encaixarem perfis que esses veículos acreditam ser aceitáveis.

      Como todo mundo já sabe, para se criar conexões com o público é necessário ser verdadeiro, e como ser verdadeiro em uma terra do não, principalmente para as pessoas pretas. Esses criadores acreditam que como não tem essas oportunidades é preciso cria-las, pois o sonho americano é da comunidade preta também. 

      Os conteúdos de mais sucesso sobre histórias de pessoas negras foram feitos por brancos, não que não tenham boas histórias como por exemplo: A Cor Púrpura de Steven Spielberg, mas chegamos a um ponto em que as pessoas querem ouvir histórias de suas comunidades e se o restante do público quiser consumir, seria ótimo, ainda que improvável. 

      Sobre métricas, acreditam que analisar números é importante, mas todos são unânimes em dizer que o mais importante são os engajamentos, as conversas que se criam em torno dos seus conteúdos. 

      Hoje existem diversas formas de monetizar seu conteúdo nas redes sociais e se autofinanciar. 

      Para manter a originalidade o mais importante é saber dizer não. 

      HABITANDO HISTÓRIAS DO FUTURO

      Doug Abrams (Escritor), William Vendley (Fetzer Institute), Gordon Wheeler (escritor) e Pamela Ayo Yetunde (Conselheira pastoral).

      Somo habitantes de histórias. Os humanos se orientam através de histórias. Famílias, nações e religiões tem histórias distintas que os une, mas que também os mantem afastados.  Somos a única civilização que não tem uma história comum sobre quem somos, o que estamos fazendo aqui e como podemos florescer juntos. 

      Colocando toda história a que temos acesso em um ano, atualmente estamos às 23h59min do dia 31/12 e temos a urgência de reconectarmos os caminhos do conhecimento espiritual, intelectual e científico para criação de uma nova história compartilhada. 

      Histórias são importantes para entendermos o contexto do mundo. Sem significado, paralisamos. 

      As pessoas que não estão satisfeitas com o padrão de mentalidade atual é que terão o poder de construir essa história coletiva. 

      É difícil criarmos essa história coletiva porque somos seres empáticos, mas também tribalistas. 

      É fundamental que a divisão entre nós e eles seja superada para que uma nova história seja escrita. 

      Vivemos em um mundo que nos faz acreditar que precisamos ser concertados. “Devemos olhar além da nossa individualidade e perceber que nossas diferenças são muito menores do que as coisas que nos fazem humanos”. 

      DON’T BE A DRAG JUST BE A QUEEN

      Gottmilk (Maquiadora, escritora e ativista dos direitos humanos), jaida Essence Hall (Drag Superstar – vencedora da 12 temporada do RuPaul’s Drag Race), Symone (Drag Superstar – vencedora da 13 temporada do RuPaul’s Dra Race) e Kavin Wong (The Trevor Project).

      Sobre as leis anti-LGBTQ que tem surgido em todo país e principalmente uma que surgiu no Texas que quer proibir jovens de assistirem shows de drag queens. 

      A cultura drag, provavelmente começou com as figurações das peças de Shakespeare, onde homens fantasiados faziam os papéis femininos e mesmo assim foi um longo caminho para que se começasse a aceitá-la.

      Falaram da importância de programas como o do RuPaul, que ajudou as drag queens a serem mais aceitas e a se aceitarem. 

      Os políticos que estão fazendo essas leis deveriam passar um tempo com pessoas queer para entender que são humanos. 

      Contaram suas histórias, suas conquistas e como hoje vivem plenamente sendo que são, apesar de saberem que a realidade de todas a drag queens não famosas não é a mesma. 

      Fizeram um chamado para que as pessoas se envolvam e não deixem seus direitos retrocederem ainda há muito a ser conquistado. 

      Queer: pessoas que não se identificam com padrões impostos pela sociedade e transitam entre gêneros, sem concordar com rótulos, ou que não saibam definir seus gêneros/orientação sexual.

      #sxsw, #computaçãoquântica #inteligênciaartificial #luto #genz #storytelling #cultura #draqueen #inovação

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      SXSW 2023 – DIA 5 https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-5/ https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-5/#respond Thu, 16 Mar 2023 06:00:35 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=767 UMA NOVA ESCOLA DE LÍDERES TRANSFORMANDO O MARKETING DE EXPERIÊNCIA Conny Braams (Unilever), Jeremi Gorman (Netflix), Tim Mapes (Delta Airlines) Geralmente acho alguns painéis superficiais, mas esse entregou tudo.  Os executivos dessas três empresas mostraram como estão navegando nesse novo universo onde físico e digital se convergiram e vão virar um só no metaverso. As […]

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      TELESCÓPIO JAMES WEBB

      UMA NOVA ESCOLA DE LÍDERES TRANSFORMANDO O MARKETING DE EXPERIÊNCIA

      Conny Braams (Unilever), Jeremi Gorman (Netflix), Tim Mapes (Delta Airlines)

      Geralmente acho alguns painéis superficiais, mas esse entregou tudo. 

      Os executivos dessas três empresas mostraram como estão navegando nesse novo universo onde físico e digital se convergiram e vão virar um só no metaverso.

      As linhas entre marketing e vendas estão borradas e é necessário agir em conjunto para conseguir se antecipar sempre que possível ou reagir sempre que necessário.

      A Unilever criou hubs que envolver diversas áreas para conseguir dar essa resposta. 

      O executivo da Delta pontuou que hoje 90% dos colaboradores são pessoas de marketing para a empresa, pois através de suas redes sociais conseguem divulgar e alcançar muitas pessoas. 

      As empresas devem ser cada vez mais acessíveis para seu público. 

      Delta começou a conceder wifi grátis em seus voos internacionais (eu utilizei e funciona muito bem), pois assim consegue continuar a conversa com seus clientes e estreitar o relacionamento pois consegue coletar mais dados sobre eles, tudo com consentimento e oferecer auxílio e retratação, como oferecer uma bebida especial em um voo quando algo deu errado, como extravio de bagagem, atraso, remarcação. 

      A Netflix tenta estar o mais próxima possível dos clientes, mas ainda assim se surpreende com a repercussão de séries como Wednesday (Wandinha) e diz que o importante é que cada cliente tenha pelo menos um conteúdo favorito.

      A Unilever preza muito pelos 3 bilhões de clientes que consomem seus produtos todos os dias. 

      Sobre a mídia retail (mídia no ponto de venda físico e virtual) o moderador, Michael E. Kassan, divulgou que chegará em US$100 bilhões o investimento até 2025, no qual a Unilever pretende investir e inclusive educar os varejistas para melhorar suas opções de mídia. É necessário muito criatividade para trabalhar essas mídias que consegue converter vendas e fortalecer marca, ao mesmo tempo.

      Netflix está estudando diversos formatos de propaganda dentro de seu conteúdo além de testes para que as pessoas possam clicar em seus conteúdos e fazer compras.

      Michal Kassan trouxe as cinco palavras com T e C (em inglês) que usa em sua empresa para começar qualquer conversa e que deviam priorizar: trust (confiança), transparency (transparência), talent (talento), technology (tecnologia), transformation (transformação), commerce (venda), curation (curadoria), community (comunidade) e creativity (criatividade).

      Unilever preza muito por sustentabilidade e procura passar informações sobre isso através de suas redes sociais e influenciadores. As marcas devem evitar superficialidade e tentar aprofundar as conversas com seu público.

      Sobre o metaverso, as três marcas estão testando formatos. Unilever fez um trabalho muito bacana com Dove em parceira com Epic Games, chamado Womens in Game (https://musebycl.io/gaming/dove-pushes-diversity-beauty-female-game-characters), onde criou skins especiais para empoderar mulheres que jogam. 

      Delta sobre o impacto negativo que a associação com a variante delta da COVID trouxe para a marca, quando uma garotinha chamada Delta postou um vídeo nas redes sociais dizendo que estava muito triste por seu nome estar sendo associado com uma doença e então comentaram na publicação dela, dizendo que adoravam o nome dela e esse comentário viralizou trazendo uma visibilidade positiva para a marca.

      Com respeito e bom senso é preciso estar de olho no que acontece nas redes para conseguir participar dessas conversas.

       THE FUTURE OF SEX

      Bryone Cole (Future of Sex) e Maaike Steinebach (Sextech Advisor – Sextech School)

      O mercado Sex Tech inclui é claro sexualidade e tecnologia nas vertentes de educação, saúde, segurança, assédios, tráfico humano, medicina e medicamentos, acessibilidade, inclusão, performance, identidade etc. 

      O mercado que deve faturar US$38 bilhões em 2023, é ainda cercado de estigmas e taboos que chega a ser tão grande que empreendedores dessa área, principalmente mulheres, sofrem preconceito até mesmo ao abrir uma conta em banco ou tentar algum tipo de investimento.

      Ao longo da palestra mostraram alguns produtos dessa indústria, como o “donut” que ajuda a prevenir que a mulher sinta dor na hora do sexo, a escova que higieniza as partes íntimas da mulher após o sexo, as almofadas para que pessoas com deficiência possam fazer sexo e o aplicativo de celular que consegue através de foto medir a fertilidade através da quantidade de espermatozoides presentes no sémen.

      Enfim, o mercado é muito amplo, necessário e cheio de oportunidades, mas é preciso que essas barreiras sejam quebradas para que se tenha mais visibilidade. 

      Todo mundo, ou pelo menos a mãe de todo mundo, já fez sexo e não deveria ser um assunto tão cercado de preconceito.

      #shamefree

      NASA – THE JAMES WEBB TELESCOPE

      Laura Betz (RP Nasa), Knicole Colón (Webb Exoplanet Scientist), Macarena Garcia Marin (Astrofísica da agência espacial europeia), Stefanie Milam (Project Scientist Nasa), Amber Straughn (astrofísica).

      Falaram sobre a construção e dos resultados surpreendentes que o telescópio James Webb tem apresentado.

      20 mil pessoas de 14 países se envolveram na construção em duas décadas de trabalho. 

      Foi lançado em dezembro de 2021 e as primeiras imagens foram divulgadas em julho de 2022. 

      Na palestra mostraram a última foto que foi tirada pelo satélite e que ainda era inédita para o público.

      Afirmam que os dados trazidos estão surpreendendo a cada dia e que livros estão sendo reescritos sobre o que se sabia até hoje sobre a criação e desenvolvimento do universo.

      Perguntas como, de onde viemos e como chegamos aqui podem começar a serem respondidas. 

      Perguntaram para alguma delas se elas acreditam que há vida inteligente fora da Terra, e a cientista respondeu: Há vida inteligente na Terra? 

      QUEM VOCÊ QUER SER QUANDO MORRER?

      Alua Arthur (Fundadora e Doula de morte da Going with Grace) e Dr. BJ Miller (Médico especializado em cuidados paliativos e fundador da Mettle Health)

      Acho que essa foi a palestra mais fascinante que vi esse ano e que mostra o quanto a curadoria desse evento é fantástica. 

      Para se morrer com graça talvez seja preciso viver com presença. Entender a morte para definirmos como queremos viver.

      Temos papéis em nossa vida, mas não somos os nossos papéis. Então como criamos e recriamos a partir de nossa experiência e não é preciso ser artista para fazer isso, tipo como reagimos a forças que são maiores que nós. 

      BJ, entre outras coisas, ajuda os pacientes a navegarem pelo sistema de saúde americano que é ruim e como acessar os serviços de cuidados paliativos quando necessário. 

      As falas dos dois palestrantes foram muito potentes, tais como: tente amar sua vida e coloque sua morte nesse pacote. 

      Para encarar a finitude pode-se tentar fazer uma Bucket List e aproveitar a vida que resta ou ser mais estratégico e cuidar de todos os detalhes para fazer uma passagem tranquila e suavizar as decisões para a família.

      Disseram que não são obcecados pela morte, na verdade são interessados na totalidade da vida. Recomendam fazer um retrofit da vida a partir da sua possível morte, se desafie a viver.

      Percebem que no final da vida as pessoas valorizam mais suas experiências do que suas conquistas. 

      Falam de questões práticas para amenizar esse final, caso tenha tempo de planejar, como: Nomear uma pessoa para tratar das decisões caso você não tenha condições de fazer, alguém que não seja tão próximo de você para que seja emocionalmente capaz de tomar decisões. Antecipe suas vontades. 

      Aconselham que vivamos todos os dias como se fosse o primeiro, com encantamento diante da vida.

      Quando abriram para perguntas, o público trouxe questões super pessoais como o rapaz que contou que teve um câncer super grave e que estava condenada a morrer no final do ano passado, aproveitou para fazer muitas coisas que gostava, deixou o emprego que já não gostava, rompeu relações e aceitou seu destino, e então veio a cura da doença, disse que agora não sabe o que fazer, que está sem propósito e sem rumo. Os palestrantes o aconselharam e entender esse processo como um luto, entender e viver cada fase para se recuperar.

      METADE DA FORÇA DE TRABALHO SERÁ FREELANCER ATÉ 2030

      Denise Brouder, Vladimir Duthiers, Rafael Espinal, Sharon Lee Thony.

      As empresas podem encontrar nos freelancers capacidades que não tem na equipe. 

      Essa cultura que já é comum em algumas indústrias está se alastrando por todo mercado de trabalho, principalmente depois da pandemia e começa a gerar discussões sobre como isso afeta a cultura das empresas, a saúde desses profissionais que geralmente se dedicam muito a cada um dos projetos, como as empresas devem receber esses profissionais e como a equipe fixa deve ser preparada para receber esses profissionais. 

      É um caminho sem volta.

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      SXSW 2023 – DIA 4 https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-4/ https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-4/#respond Wed, 15 Mar 2023 00:18:00 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=763 DIA 4 Hoje aprendi que o melhor da tecnologia é o quanto ela está ajudando as pessoas a viverem melhor.  Saber contar histórias é fundamental para o sucesso de qualquer negócio e que conexões reais ainda importam.   Que as empresas de tecnologia são, sim, parte responsáveis por criar limites e ética para a inteligência artificial, […]

      O conteúdo SXSW 2023 – DIA 4 aparece primeiro em Fabbo Futuros.

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      @itscandykuo

      DIA 4

      Hoje aprendi que o melhor da tecnologia é o quanto ela está ajudando as pessoas a viverem melhor. 

      Saber contar histórias é fundamental para o sucesso de qualquer negócio e que conexões reais ainda importam.  

      Que as empresas de tecnologia são, sim, parte responsáveis por criar limites e ética para a inteligência artificial, mas que ainda assim é preciso colocar mais gente nessa conversa. 

      Que eu preciso aprender alguma coisa sobre programação para entender a inteligência artificial, urgente!

      O FARDO DE VIVER COM DIABETES COM PARTICIPAÇÃO DE JOE JONAS.

      O cantor que tem diabete tipo 1, participou com médicos do painel sobre as tecnologias que estão ajudando as pessoas a viverem melhor com diabetes. 

      “Eu posso fazer parte de uma conversa e usar a plataforma que tenho para aumentar a conscientização”, disse ele. “Seria mais fácil viver com a doença se eu fosse aberto e honesto, e espero que para alguém que esteja numa posição semelhante tentando descobrir como navegar numa vida com diabetes, eu falando sobre isso poderia ser útil de qualquer maneira. Tem sido uma viagem louca, mas agora estou com boa saúde”.

      TIM FERRISS E BILL GURLEY

      Tim Ferriss é escritor e autor do livro 4 horas por semana, entre outros.

      Bill Gurley, investidor, foi um dos investidores do Uber.

      Storytelling, storytelling, storytelling. 

      Aqui Bill Gurley foi o entrevistador, e Tim contou sua vida como investidor anjo e produtor de conteúdo.

      Como investidor anjo, Tim Ferriss coloca pouco dinheiro, mas oferece mentoria e conexões e fala como valoriza as conexões presenciais. 

      Como criador de conteúdo aconselha a não acreditar somente em estatísticas e fazer testes. Credita o sucesso do seu podcast a ter escolhido um formato fácil de replicar e que pudesse ter consistência. Outras dicas: atuar em várias plataformas, se for entrevistar alguém se aprofundar sobre o entrevistado. 

      Bill Gurley, claro, foi perguntado sobre a falência do banco do Vale do Silício e não fugiu da resposta: Acha que foi um cisne negro (termo criado por Nassim Taleb para designar acontecimentos inesperados e difíceis de prever).

      “Fazer nada e esperar é meu novo hábito.”, disse. ‘As pessoas fizeram muitas loucuras no fim de semana que não importaram pois na segunda de manhã tudo estava resolvido.”, sobre a intervenção do Banco Central Americano. 

      COMO NAVEGAR NO MUNDO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 

      Patrick Gage Kelley, pesquisador do Google

      Aqui encontrei parte da resposta sobre quem vai cuidar dos limites e da ética na inteligência artificial. Aparentemente, o Google está fazendo sua parte nisso. 

      Disse que os desenvolvedores devem dar informações precisas sobre de onde está tirando os dados para as pessoas para que elas entendam as decisões que a inteligência artificial está fazendo por ela. 

      Mostrou os princípios para desenvolvimento do Google para inteligência artificial:

      – Seja socialmente benéfico

      – Evite criar ou reforçar preconceitos

      – Seja construído e testado para segurança

      – Seja responsável perante as pessoas

      – Incorpore princípios de privacidade no design

      – Mantenha altos padrões de excelência científica

      – Seja disponilizado para uso que respeite esses princípios.

      Mostrou várias ferramentas educativas tanto para desenvolvedores quanto para a população entender mais sobre inteligência artificial. 

      Para quem quiser saber mais: https://explainability.withgoogle.com

      Nesse dia também aproveitei para ver a feira que acontece no evento, que conta com tecnologias relacionadas aos assuntos que estão sendo tratados no evento. Essa feira ainda é pequena mas vem crescendo ao longo do anos. 

      #sxsw

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      SXSW 2023 – DIA 3 https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-3/ https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-3/#respond Tue, 14 Mar 2023 01:25:32 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=760 A vida me levou hoje a descobrir/lembrar que: O humano tem que ser colocado no centro das decisões da tecnologia e me espantei que supostamente em algum momento não tenhamos sido colocados nessa posição.  Que temos (todas as pessoas) que aprender mais profundamente sobre inteligência artificial para pararmos de temê-la e aprendermos a usá-la a […]

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      Ativação Roku

      A vida me levou hoje a descobrir/lembrar que:

      O humano tem que ser colocado no centro das decisões da tecnologia e me espantei que supostamente em algum momento não tenhamos sido colocados nessa posição. 

      Que temos (todas as pessoas) que aprender mais profundamente sobre inteligência artificial para pararmos de temê-la e aprendermos a usá-la a nosso favor. E que alguém (tem alguém aí?) precisa regular e traças limites éticos para metaverso e inteligência artificial. Quem sabe descubro quem é esse alguém até o fim desse evento?!

      Que não é fácil fazer o que é certo e que fazer isso quando quase ninguém faz pode ser desanimador, mas que ainda assim vale a pena. 

      HUMANIDADE NO METAVERSO: O QUE O DESIGN TEM A VER COM ISSO?

      Cathy Hackl (Chief Metaverse Officer da Journey), Anu Puvvada (Metaverse Center of Excellence da KPMG), Kay Sargent (Senior Principal da HOK) e Ted Schilowitz (Futurist da Paramount Pictures).

      Um painel bem animado, que trouxe alguns insights bem interessantes de pessoas que já estão construindo o metaverso. 

      As empresas tem a responsabilidade de colocar o ser humano no centro de suas decisões e escolhas e deixar que elas se manifestem e se expressem. (Uma observação: parece óbvio, mas não é já que tem tanta gente ainda falando isso)

      Mencionaram algumas indústrias que serão bem impactadas pelo metaverso: tecnologia, finanças, medicina, educação, moda e entretenimento.

      Uma das melhores coisas são as possibilidades maravilhosas para as pessoas com deficiências.

      A forma como as pessoas estão se manifestando no metaverso é completamente diferente de como se manifestam no mundo real e nas redes sociais. 

      Uma das preocupações é que o ambiente no metaverso pode ser muito sombrio caso não se estabeleçam limites éticos. Importante entender quem definirá esses limites. Confiança é muito importante para se avançar.

      Cada decisão sobre cor e formas feita por designers afetarão o comportamento das pessoas no metaverso.

      É também muito importante pensar nas pessoas que não terão acesso à tecnologia do metaverso, lembrando que tem muitas pessoas que sequer tem acesso à internet ao redor do mundo.

      Tudo será aberto no metaverso, exceto informações sensíveis.

      Bullying virtual é muito mais intenso pois é 24×7, antes sofríamos bullying na escola e íamos para a casa e o problema amenizava, agora as crianças lidam com isso o dia todo. 

      Quando se trata desse tipo de tecnologia deve-se pensar o tempo todo: o que pode dar errado? E tentar endereçar essas questões.

      Precisamos ter cuidado com o que estamos criando pois nem todo mundo é bom intencionado. 

      E uma frase que Cathy Hackl atribui a um colaborador dela: ‘A Inteligência artificial não vai tomar seu emprego, mas alguém que entende de inteligência artificial vai.”

      JOHN MAEDA

      VP de design e Inteligência Artifical da Microsoft


      Falou sobre design de sistemas e inteligência artificial e modelos de linguagem grande (LLM)….what??? Também fiquei assim….

      A palestra foi divertida, mas um pouco difícil de acompanhar as partes técnicas da palestra. 

      Falando em inteligência artificial, fez uma analogia com o momento “garrafa de  de ketchup”: comparou a súbita enxurrada de ferramentas de IA à nossa disposição com o problema com as antigas garrafas de ketchup de vidro.  Você abre, sacode, cutuca com facas e colheres e só tira muito pouco ketchup e um pouco de água.  Mas você realmente não quer comer suas batatas fritas sem ketchup, então você sacode um pouco mais e de repente sai tudo de uma vez e enche seu prato. A IA que é tendência há algum tempo virou a garrafa de ketchup agora. Teremos que aprender o que fazer com a abundância de modelos e ferramentas de IA agora.

      Também comparou os modelos de IA com materiais de construção.  Sobre como é importante os materiais que você seleciona para fazer o trabalho – alguns mais adequados do que outros, mas que requer saber como usar.  

      Para obter bons resultados, teremos que aprender muito mais sobre contexto e cognição ao construir esses sistemas.  Nas palavras de Maeda: Designers terão que aprender a falar a linguagem das máquinas para interagir com ferramentas de IA – saber usar corretamente o prompt. 

      A importância de saber fazer o prompt também foi falada por Amy Webb no segundo dia do evento. 

      RYAN GELLERT 

      CEO da Patagônia e amigo de infância do Kelly Slater

      Falou um pouco da recente doação da sua companhia para um fundo solidário, para que todo lucro seja revertido para combater as mudanças climáticas e proteger a natureza.  Afirmou também que isso não afetou o dia a dia da empresa pois já operavam com esse propósito, valores, e compromisso com transparência.

      Falou abertamente que as empresas dos setores de combustíveis fósseis, agricultura e vestuário, estão entre os piores poluidores do planeta e são responsáveis ​​por muitos dos problemas que enfrentamos atualmente com as mudanças climáticas.  Portanto, é responsabilidade deles limpar a bagunça que criaram. “Os líderes empresariais farão a coisa certa, depois de esgotarem todas as outras opções”, disse Gellert. 

      Dentro desse assunto falou sobre a compra de uma empresa no setor de alimentação, que foi também para entenderem como melhorar a cadeia de agricultura para que ela afete menos o meio ambiente. 


      Disse que o consumidor e demais stakeholders tem um papel fundamental quando a mensagem versus atitude das empresas em relação à sustentabilidade for conflitante (greenwashing). Ele encorajou consumidores e funcionários a serem muito cínicos e críticos em relação às mensagens de todas as empresas sobre sustentabilidade e manterem a pressão, especialmente por meio das mídias sociais.  

      INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E TENDÊNCIAS CULTURAIS: COMO DADOS PREVÊM FUTUROS. 

      Sarah da Vanzo (Pierre Fabre), Mirolasv Dimitrov (NWO.ai) e Matt Klein (Reditt).

      Se juntaram para fazer uma meta análise com uso de IA de centenas de relatórios de tendências e chegaram à conclusão de que as tendências ditas mais importantes nesses relatórios não são tão impactantes quanto pensávamos antes, veja o resultado desses estudos nesse link:

      www.curious-futures.com

      Ainda no terceiro dia aproveitei para ver algumas ativações que acontecem pela cidade de Austin e destaco a ativação da Roku.

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      SXSW 2023 – DIA 2 https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-2/ https://fabbofuturos.com.br/sxsw-2023-dia-2/#respond Mon, 13 Mar 2023 04:40:02 +0000 https://fabbofuturos.com.br/?p=757 Começo o dia reafirmando o entendimento de que para construir melhores futuros é necessário treinar os olhos para enxergar o que importa. Que apesar dos aparentes esforços para que as coisas deem errado, tudo pode dar certo e o futuro ser normal! Que precisamos ouvir as pessoas que passam pelos problemas para tentar resolver o problema e […]

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      Começo o dia reafirmando o entendimento de que para construir melhores futuros é necessário treinar os olhos para enxergar o que importa. 
      Que apesar dos aparentes esforços para que as coisas deem errado, tudo pode dar certo e o futuro ser normal! 
      Que precisamos ouvir as pessoas que passam pelos problemas para tentar resolver o problema e que quem tem problema não quer nossa pena, quer nosso respeito. 
      Que não existe para onde fugir se tudo der errado, então é melhor tentar resolver o problema de alguma forma. 
      E novamente que as novas tecnologias não devem ser temidas, mas devem ser entendidas e gerenciadas. 

      Um resumo das palestras que assisti hoje:

      AMY WEBB

      Os sinais estão confusos e os líderes com uma visão muito estreita sobre o futuro. 

      É preciso focar para treinar os olhos para conseguir enxergar e encontrar as convergências.

      A internet como conhecemos acabou, hoje fazemos buscas na internet e amanhã seremos buscados. Tudo que existe no mundo vai virar dado. 

      ROHIT BHARGAVA

      Focado no conteúdo do novo livro que celebra os inventores que estão pensando em soluções para fazer nossa vida melhor, melhorando nossa saúde, educação, qualidade de vida. 

      Como sempre ele lembra que ganha quem entende de gente.

      JOSÉ ANDRÉS

      O chef espanhol que imigrou para os Estados Unidos em 1991, fundou a World Central Kitchen em 2010, como um meio de alimentar as pessoas usando aulas de culinária para empoderar pessoas em comunidades e fortalecer sua economia e para proporcionar alimentação para pessoas em locais de tragédias ao redor do mundo.

      A palestra foi emocionante e inspiradora. Com muito bom humor, José Andrés, que foi tema de documentário do diretor ganhador de Oscar, Ron Howard, contou várias histórias de sua trajetória e falou do seu trabalho sempre colocando-se em uma posição muito humilde e afirmando que privilegiado é ele que tem a oportunidade de fazer esse trabalho. 

      Falou sobre a necessidade de ouvir quem sente fome para que seja resolvido o problema da fome. Mencionou que enquanto quem discute o problema da fome forem pessoas privilegiadas que nunca passarem fome, sentado em congressos, esse problema nunca vai ser resolvido.

      Lembrando do papel de sua mãe alimentando a família, disse que as mulheres são o coração que nutre o mundo, pois quase sempre carregam o fardo de alimentar a família. 

      Define a organização criada por ele como pessoas ajudando pessoas, mesas longas e não muros altos. 

      DOUGLAS RUSHKOFF

      Autor e documentarista que estuda a autonomia humana na era digital e já escreveu mais de 20 livros. 

      Sua palestra como tema: o fim da mentalidade bilionária: a celebração, conta como cinco misteriosos bilionários o convidaram para um resort no deserto para uma conversa particular. O tema? Como sobreviver a catástrofe social que eles sabem que está por vir. Construindo bunkers?

      Rushkoff constatou que esses bilionários estavam com a mentalidade que lhes dão a certeza, ao estilo do Vale do Silício, de que eles e sua corte podem quebrar as leis da física, economia e moralidade para escapar de um desastre de sua própria autoria – desde que tenham dinheiro suficiente e a tecnologia certa.

      Para mudar essa mentalidade ele propõe:

      – Desnaturalizar o poder: 

      – Acionar o poder

      – Ressocializar as pessoas

      – Cultivar o deslumbramento

      Finaliza dizendo que a mentalidade bilionária nos enxerga como produtos e não como seres humanos a serem celebrados. 

      INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O FUTURO DO JORNALISMO

      Laura Ellis, Dalia Hashim, Aimee Reinhart e David Smydra

      Ainda há muita apreensão em como a IA irá funcionar na realidade, mas estão animados com a evolução que a tecnologia irá trazer. 

      Acham que a IA pode ter muita utilidade para curadoria, tradução e transcrição.

      Importante ter padrões claros para evitar vieses com políticas e ética claras. A transparência precisa ser encorajada pois precisa ficar claro para a audiência quem está produzindo o conteúdo que ela está consumindo para evitar que a desconfiança das pessoas na imprensa, cresça ainda mais. 

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