
A vida me levou hoje a descobrir/lembrar que:
O humano tem que ser colocado no centro das decisões da tecnologia e me espantei que supostamente em algum momento não tenhamos sido colocados nessa posição.
Que temos (todas as pessoas) que aprender mais profundamente sobre inteligência artificial para pararmos de temê-la e aprendermos a usá-la a nosso favor. E que alguém (tem alguém aí?) precisa regular e traças limites éticos para metaverso e inteligência artificial. Quem sabe descubro quem é esse alguém até o fim desse evento?!
Que não é fácil fazer o que é certo e que fazer isso quando quase ninguém faz pode ser desanimador, mas que ainda assim vale a pena.
HUMANIDADE NO METAVERSO: O QUE O DESIGN TEM A VER COM ISSO?
Cathy Hackl (Chief Metaverse Officer da Journey), Anu Puvvada (Metaverse Center of Excellence da KPMG), Kay Sargent (Senior Principal da HOK) e Ted Schilowitz (Futurist da Paramount Pictures).
Um painel bem animado, que trouxe alguns insights bem interessantes de pessoas que já estão construindo o metaverso.
As empresas tem a responsabilidade de colocar o ser humano no centro de suas decisões e escolhas e deixar que elas se manifestem e se expressem. (Uma observação: parece óbvio, mas não é já que tem tanta gente ainda falando isso)
Mencionaram algumas indústrias que serão bem impactadas pelo metaverso: tecnologia, finanças, medicina, educação, moda e entretenimento.
Uma das melhores coisas são as possibilidades maravilhosas para as pessoas com deficiências.
A forma como as pessoas estão se manifestando no metaverso é completamente diferente de como se manifestam no mundo real e nas redes sociais.
Uma das preocupações é que o ambiente no metaverso pode ser muito sombrio caso não se estabeleçam limites éticos. Importante entender quem definirá esses limites. Confiança é muito importante para se avançar.
Cada decisão sobre cor e formas feita por designers afetarão o comportamento das pessoas no metaverso.
É também muito importante pensar nas pessoas que não terão acesso à tecnologia do metaverso, lembrando que tem muitas pessoas que sequer tem acesso à internet ao redor do mundo.
Tudo será aberto no metaverso, exceto informações sensíveis.
Bullying virtual é muito mais intenso pois é 24×7, antes sofríamos bullying na escola e íamos para a casa e o problema amenizava, agora as crianças lidam com isso o dia todo.
Quando se trata desse tipo de tecnologia deve-se pensar o tempo todo: o que pode dar errado? E tentar endereçar essas questões.
Precisamos ter cuidado com o que estamos criando pois nem todo mundo é bom intencionado.
E uma frase que Cathy Hackl atribui a um colaborador dela: ‘A Inteligência artificial não vai tomar seu emprego, mas alguém que entende de inteligência artificial vai.”
JOHN MAEDA
VP de design e Inteligência Artifical da Microsoft
Falou sobre design de sistemas e inteligência artificial e modelos de linguagem grande (LLM)….what??? Também fiquei assim….
A palestra foi divertida, mas um pouco difícil de acompanhar as partes técnicas da palestra.
Falando em inteligência artificial, fez uma analogia com o momento “garrafa de de ketchup”: comparou a súbita enxurrada de ferramentas de IA à nossa disposição com o problema com as antigas garrafas de ketchup de vidro. Você abre, sacode, cutuca com facas e colheres e só tira muito pouco ketchup e um pouco de água. Mas você realmente não quer comer suas batatas fritas sem ketchup, então você sacode um pouco mais e de repente sai tudo de uma vez e enche seu prato. A IA que é tendência há algum tempo virou a garrafa de ketchup agora. Teremos que aprender o que fazer com a abundância de modelos e ferramentas de IA agora.
Também comparou os modelos de IA com materiais de construção. Sobre como é importante os materiais que você seleciona para fazer o trabalho – alguns mais adequados do que outros, mas que requer saber como usar.
Para obter bons resultados, teremos que aprender muito mais sobre contexto e cognição ao construir esses sistemas. Nas palavras de Maeda: Designers terão que aprender a falar a linguagem das máquinas para interagir com ferramentas de IA – saber usar corretamente o prompt.
A importância de saber fazer o prompt também foi falada por Amy Webb no segundo dia do evento.
RYAN GELLERT
CEO da Patagônia e amigo de infância do Kelly Slater
Falou um pouco da recente doação da sua companhia para um fundo solidário, para que todo lucro seja revertido para combater as mudanças climáticas e proteger a natureza. Afirmou também que isso não afetou o dia a dia da empresa pois já operavam com esse propósito, valores, e compromisso com transparência.
Falou abertamente que as empresas dos setores de combustíveis fósseis, agricultura e vestuário, estão entre os piores poluidores do planeta e são responsáveis por muitos dos problemas que enfrentamos atualmente com as mudanças climáticas. Portanto, é responsabilidade deles limpar a bagunça que criaram. “Os líderes empresariais farão a coisa certa, depois de esgotarem todas as outras opções”, disse Gellert.
Dentro desse assunto falou sobre a compra de uma empresa no setor de alimentação, que foi também para entenderem como melhorar a cadeia de agricultura para que ela afete menos o meio ambiente.
Disse que o consumidor e demais stakeholders tem um papel fundamental quando a mensagem versus atitude das empresas em relação à sustentabilidade for conflitante (greenwashing). Ele encorajou consumidores e funcionários a serem muito cínicos e críticos em relação às mensagens de todas as empresas sobre sustentabilidade e manterem a pressão, especialmente por meio das mídias sociais.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E TENDÊNCIAS CULTURAIS: COMO DADOS PREVÊM FUTUROS.
Sarah da Vanzo (Pierre Fabre), Mirolasv Dimitrov (NWO.ai) e Matt Klein (Reditt).
Se juntaram para fazer uma meta análise com uso de IA de centenas de relatórios de tendências e chegaram à conclusão de que as tendências ditas mais importantes nesses relatórios não são tão impactantes quanto pensávamos antes, veja o resultado desses estudos nesse link:
Ainda no terceiro dia aproveitei para ver algumas ativações que acontecem pela cidade de Austin e destaco a ativação da Roku.